ILUSTRADO
Terça-feira, 04 de Maio de 2010, 20h:46
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PIXAIM
Caravana segue por 30 municípios de MT
Na bagagem da galera do núcleo o livro Cabelo Ruim para distribuição, peça teatral homônima para ser encenada e as demonstrações de trança afro
A Caravana do Projeto Pixaim bota o pé na estrada e nesta semana percorrerá quatro escolas estaduais da capital, lançando o livro Cabelo Ruim, de Neusa Baptista, a peça homônima encenada pelo Grupo de Teatro Tibanaré, além das demonstrações de trança afro. A ação é capitaneada pelo Núcleo Maria Maria da Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT) e viabilizada pelo o Grupo André Maggi, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) do Ministério da Cultura. A Caravana percorrerá escolas de Cuiabá e Várzea Grande, e escolas estaduais de mais vinte e oito municípios. A Caravana começa pela escola estadual Alice Fontes Ribeiro, do bairro Nossa Senhora Aparecida, hoje, e segue pela escola André Luis da Silva Reis, do bairro Consil, no dia 6. No dia 7, é a vez da Escola Pascoal Moreira Cabral, localizada no Jardim Universitário e continua no dia 8, na Escola Padre Ernesto Camilo Barreto. Na semana seguinte, no dia 10 de maio, a odisséia retoma na escola Vera Pereira do Nascimento, localizada no bairro Grande Terceiro. O Projeto Pixaim é uma ferramenta de aplicação da lei 10.639/03, a qual inclui de maneira obrigatória o ensino da cultura afro-brasileira nas escalas públicas de todo o País. O Projeto Pixaim irá acrescentar discussões em relação à cultura negra já trabalhada em nosso planejamento pedagógico, mas carente de materiais pedagógicos pertinentes à temática, comentou a professora Elizabeth Pereira Galindo da Silva, da escola Alice Fontes Pinheiro, a primeira escola a receber o Projeto. Dentre os principais objetivos da caravana esta o de incentivar a leitura e o acesso aos bens culturais, por meio das atividades de leitura e o lançamento do livro Cabelo Ruim. A idéia, além de incentivar o hábito da leitura, é discutir padrões de beleza instituídos pela sociedade e oferecer material lúdico a alunos e professores para que estes possam, de forma didática, debater relações raciais e sociais, reforça Neusa Baptista, coordenadora do Núcleo Maria Maria e também autora do livro, no qual é baseado o projeto.