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ILUSTRADO
Quinta-feira, 25 de Junho de 2015, 15h:02

COMPORTAMENTO

Café, afeto e muita filosofia

O encontro será nesta quinta, 25 de junho, às 19 horas, no Museu Histórico, na Praça da República

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem
Parte de nossa sociedade perdeu o hábito de pensar, segundo a cronista Isolda Risso. Por conta dessa falta de hábito, ela idealizou os encontros filosóficos com o sugestivo título “Café com Afeto”, que chega nesta semana, dia 25, quinta-feira, A sua segunda edição com participação da treinadora e terapeuta Sonia Mazetto, do jornalista Onofre Ribeiro, da empresária Dalva Ferraz, e dela mesma, a idealizadora Isolda Risso, com mediação será do publicitário, músico, cantor e compositor Amauri Lobo. “As criaturas, seres humanos, vivem atualmente à base daquela informação rápida, da internet, e não buscam se aprofundar nas questões da vida. O que propomos é um encontro com teor filosófico no qual as pessoas são convidadas a aprender a pensar’, diz Isolda Risso. Segundo ela, as pessoas precisam se perguntar: “isso – comportamento, atitude ou pensamento – serve a mim ou estou acompanhando a cultura do rebanho?”. Não é apenas porque fulano, um grupo social ou empresarial faz que isso deve ser bom para que eu faça, sem, no entanto, fazer uma reflexão antecipada sobre aquela atitude, comportamento ou movimento. Isolda Risso diz que é importante o ser humano se aprofundar em si mesmo diante de algumas situações antes de agir. Como exemplo conta uma situação à qual presenciou. Na rua em que mora, por conta das obras da Copa do Mundo, o sentido da mão foi alterada. Com a alteração, desde então, volta e meia acontecem batidas mais ou menos graves. Recentemente um “BAFE!” que chegou a assustar, e ela vai até a janela e vê moradores dos prédios vizinhos – como ensandecidos – gritando horrores, desferindo palavrões e ofensas. “O que leva as pessoas a se comportarem assim?”, frente a uma situação, convenhamos, que exigiria a solidariedade das pessoas para ver se alguém se machucou ou se está ferido e precisa que se chame o Samu. Se fosse uma pessoa a discursar contra, entenderia, poderíamos dizer: essa pessoa está doente, precisa de ajuda. Não, não foi uma só; foram várias, diversas, o que a leva a pensar que a sociedade está doente, segundo Isolda Risso. Este repórter, cá com seus botões, que também não são muito confiáveis já que não gosta de responder às questões, acredita que essa agressividade também é disseminada por parte da mídia, que vê o ódio como um instrumento de luta política contra um sistema de governo que tenta mudar (mudar seria exagero), tenta ‘amansar’ o establishment para conceder algumas migalhas de pão para os mais desafortunados. Voltemos ao nosso Café com Afeto. Isolda Risso diz que essa agressividade, uma agressividade gratuita, é resultado de uma falta de orientação para a vida. “Nós estamos sem orientação”, afirma. Mas também, segundo ela, vivemos um momento de transformação, de transição e precisamos estar conectados com esse processo transitório. Isolda Risso é pedagoga, formação em programação neurolinguística e diz que o que a inspira a realizar esses encontros é a própria inquietação e, como participante de grupos de filosofia em São Paulo, além dos grupos filosóficos, como o Café Filosófico, participando do CPFL e da TV Cultura. Daí veio a inspiração para implantar algo semelhante em Cuiabá. O primeiro encontro, segundo Isolda Risso, foi um sucesso. Não só em número de participantes, as 30 vagas e mais dez que foram abertas frente à procura. O sucesso é que o encontro ajudou muitas pessoas a acharem respostas para seus problemas. Houve pessoas que disseram que, ao ouvir os problemas de outras, aquilo acabou ajudando a elas mesmas. Muitos de nós – segundo Isolda – acreditamos que os problemas nossos são únicos, e não é verdade, e o encontro ajuda nesse momento. Dos participantes desta edição: Sonia Mazzeto trabalha com dependentes químicos e já realizou uma expedição à África para buscar a planta chamada Ibogaina, usada em várias partes do planeta para tratamento de diferentes vícios. O falador da noite é o jornalista Onofre Ribeiro; jornalista de formação mas que é um montão de coisas, como já foi narrado aqui neste DC Ilustrado: empresário publisher de revistas, articulista, radialista, professor universitário, consultor em comunicação e articulista e, agora, também, fazendo filosofia. A empresária Dalva Ferraz, dona da franquia O Boticário em Cuiabá, é a outra debatedora da noite. Dalva é engajada em causas sociais, exímia comunicadora e empreendedora. Para participar os interessados devem fazer reservas (são apenas 30 lugares) pelo e-mail [email protected] ou pelo celular/whatsApp 9675-1888. O ingresso é um litro de leite, de caixinha, que será doado para a Casa da Criança Cuiabana. Para se implantar um grupo de formação de uma rede de pensantes tem que se buscar isso. É simples assim.

Edição EDIÇÃO 16962




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