Recuperamos agora, para os leitores de DC Ilustrado entrevista realizada em 1999, por nosso colaborador Floriano Martins, com o poeta e ensaísta José Mármol (República Dominicana, 1960). Entre seus principais livros se destacam Las pestes del lenguaje y otros ensayos (2004), Cansancio del trópico (2006) e La poética del pensar y la Generación de los Ochenta (2007). Tem presidido o Festival Internacional de Poesia em Santo Domingo desde sua criação, em 2007. Agora em 2012 ganhou o XII Prêmio Casa da América. Floriano Martins: Diz José Rafael Lantigua que em tua poesia paixão e desejo conduzem a uma reflexão sobre a presença e o gozo, uma reflexão sobre a matéria da fortuna, sobre o caminho demarcado e sobre as linhas de fundo da realidade cotidiana. Esta seria a tua obsessão poética, a fundação de um espaço de diálogo a partir da paixão e do desejo? JOSÉ MÁRMOL: Essa forma com que José Rafael Lantigua tece algumas considerações sobre minha poesia, centrando-a sobre os eixos da paixão e do desejo, tendo, ainda, como marco referencial o cotidiano, me parece bastante acertada. Escreve-se sempre, seja em prosa ficcional ou em versos, sobre a paixão, o desejo e a nostalgia. O interessante na observação que citas de Lantigua, um crítico que merece minha consideração e respeito, sobretudo, porque não admite dissimulações, e porque seu maior compromisso é sempre com a qualidade da obra que estuda, é que se afasta do descrédito dirigido à minha poesia pela maioria dos críticos dominicanos, como arquétipo ou clichê, que reduz minha escritura poética a um vínculo profundo com a filosofia. Segundo essa crítica, minha poesia é eminentemente filosófica. Entretanto Lantigua adverte sua dimensão cotidiana, familiar, por vezes coloquial, quero dizer, sua dimensão humana, antes de qualquer tratamento poético de categorias filosóficas ou doutrinárias. Soledad Alvarez, poeta e crítica de admirável obra, também enfatiza em minha escritura aspectos que transbordam a reiterada preocupação pelo tema filosófico. Ela destaca o passional, o erótico, o humanamente confessional e o cotidiano, tratados sempre, isso sim, como objetos de linguagem. O que admito e creio que minha própria escritura é capaz de revelar, sem sequer minha ajuda explicativa, é a íntima relação entre o pensamento e a palavra; quer dizer, a fundamentação gnoseológica e lingüística do fenômeno poético, fato este que transcende os limites de uma disciplina como é a filosofia. Na hipótese de que tenha sido uma falta grave para a tradição poética dominicana a aproximação dos atos de poetizar e pensar, talvez deva admitir alguma culpabilidade em haver impulsionado os últimos decênios, junto a precedentes e grandes poetas dominicanos como Franklin Mieses Burgos (1907-1976) e Manuel del Cabral (1907-1999), a quem considero mestres, veredas do pensamento dentro da expressão poética. Não podemos confundir a poesia de pensamento com o que se conheceu desde inícios do século XX em nosso país como poesia metafísica, de que são representantes Ricardo Pérez Alfonseca (1892-1950), com seu poema Oda de um yo, e o postumista Domingo Moreno Jiménes (1894-1986), com seu Poema de la hija reintegrada. Sempre mostrei-me propenso, e o fundamentei em meus ensaios, a uma poética do pensar, que por sorte fizeram sua outros jovens poetas e estudiosos literários de meu país. A República Dominicana teve dois grandes poetas pensadores no século XIX e inícios do século XX. Trata-se de Salomé Ureña de Henriquez (1850-1897), mãe do grande humanista da América Hispânica, Pedro Henrique Ureña e dos excelsos investigadores e escritores Max e Camila, que fora, também, proveitosa discípula do mestre positivista porto-riquenho Eugenio María de Hostos; além de Gastón Fernando Deligne (1861-1913), célebre poeta e pensador. Minhas reflexões teóricas e minhas práticas poéticas evocam, de algum modo, o legado daqueles mestres. De forma que o conceito crítico de José Rafael Lantigua, que insere minha poesia pensada no marco da vida real e mais além do livresco e do estritamente disciplinar em termos de saber, corresponde também com tua afirmação segundo a qual minha poesia é um espaço de diálogo entre a paixão, o desejo e o pensamento, claro está, porém todos depurados pela preeminência da linguagem no próprio fato poético. Para mim, o problema fundamental na escritura criativa é a linguagem. O universo de um texto poético nasce e se expande infinitamente em função de sua qualidade simbólica e estética. Esta condição, sine qua non para a obra literária, não pode ser amenizada por nenhuma referência real nem pelo mundo e a vida concreta. Estes devem ser sugeridos pelo poder simbólico, pela força criativa da própria linguagem poética. FM: Disse René Char que a poesia incorpora-se ao tempo e o absorve, ao passo que Paul Éluard defendia a impossibilidade de equívoco da imaginação e René Crevel tinha pela realidade o mesmo apreço que por um biombo. Como o poeta é um construtor de pontes entre a imaginação e a realidade, te indago: a imaginação é mãe ou filha da realidade? JM: Dependendo da estratégia discursiva de um texto ou um autor determinados, a realidade pode converter-se em mãe ou filha da imaginação, proposição esta, com a qual estou dando uma volta na intencionalidade de tua pergunta e sua ordem lógica. Tem havido na história da arte e literatura, desde a mais remota antiguidade até nossos dias, correntes estéticas que argumentam, por um lado, a superioridade da natureza (Aristóteles, por exemplo) e por outro lado, da realidade (Plejanov e Lunacharsky, nesta ordem) sobre a imaginação e a linguagem. A acepção de René Char a que te referes, me parece interessante por ser a poesia, enquanto dimensão imaginária e do imaginário, que tem, desde sua perspectiva, o poder de absorção do tempo e, consequentemente, do espaço, vale dizer, da natureza e da realidade. Na relação imaginação-realidade, para mim, e quando se trata de feitos artísticos, o protagonista é a linguagem e, portanto, a imaginação. O objetivo ulterior de uma obra literária em sua relação com o mundo real há de ser o de, como dizia Georges Bataille, superá-lo verbalmente. Entendo que a imaginação, no âmbito criativo, é mãe da realidade, jamais filha ou reflexo, como se pensou algumas vezes. A linguagem poética enfrenta o desafio de enriquecer a realidade, ao ponto de estar em condições de produzir uma realidade nova, distinta. No processo de superação verbal do mundo a arte é capaz de vislumbrar um mundo novo. Ao que a imaginação produz cabe o adjetivo imaginável, e este, se a obra de arte alcança qualidade estética, poder de evocação simbólica e intuição alegórica, há de apresentar-se ao espectador ou leitor como epifania dos confins utópicos da criação, da poiesis, da invenção. Na arte, se a realidade tivesse que se bastar, teria que fazê-lo por meio da fantasia, quer dizer, da imaginação. A arte é um meio de conhecer e transformar o mundo, pouco faria ao simplesmente refleti-lo. FM: Estive relendo este largo volume La poesía dominicana en el siglo XX, de Alberto Baeza Flores, onde narra detalhadamente seus encontros com inúmeros poetas dominicanos. Em termos de América Latina, o que me espanta ali é identificar o pleno conhecimento que os poetas dominicanos tinham da poesia realizada no restante do continente, ao mesmo tempo em que eram desconhecidos fora de seu país. E penso aí em poetas essenciais, como Domingo Moreno Jiménes, Manuel del Cabral e Freddy Gatón Arce. O que demarcava esse isolamento da poesia dominicana em sua relação continental? JM: O isolamento da poesia dominicana é um fato que também sempre me causou muita estranheza. Sobretudo porque, apesar de nossa condição de insulares (e sobretudo insulares ao meio, já que dividimos a ilha com outra nação, com cultura e língua diferentes, o Haiti), desde meados do século passado nossa sociedade está aberta ao contato com correntes vivas do pensamento na Europa, América e outras ilhas do Caribe. Houve um processo migratório que favoreceu o ambiente cultural dominicano, e este fato não pode ser alterado sequer pelas férreas ditaduras de Ulisses Heureaux (Lilís), que culminou tragicamente com o século XIX, e Rafael Leonidas Trujillo Molina, quem mais tarde governou sanguinária, brutal e caprichosamente o país por 31 anos, tendo sido abatido em 30 de maio de 1961, justamente o dia em que eu fazia um ano e um mês de idade. Apesar de sua relativa pobreza, a República Dominicana levou a cabo intercâmbios comerciais prematuros com nações avançadas do velho continente, e certamente com os Estados Unidos. O comércio de mercadorias possibilitou o comércio das ideias, das correntes artísticas e do pensamento. Causaram impacto com bastante solidez no país, embora relativamente tarde, correntes de pensamento como o positivismo e o arielismo, cujas estruturas conceituais e de princípios doutrinários e filosóficos implicavam para a América Latina uma depuração prévia do pensamento germinado nas nações mais desenvolvidas. Ainda que com menor incidência, já na segunda década do século XX havia pensadores e criadores dominicanos inscritos em correntes muito em voga, como o niilismo nietzscheano e o bolchevismo; basta pensar em Vicente Sánchez Lustrino e C. Adalberto Chapuseaux, com obras que datam do início do século 20 como Pro-Psiquis, do primeiro, assim como El por qué del bolcheviquismo e Revolución y evolución, do segundo. Na literatura, quando vivia Rubén Darío, a República Dominicana já contava com um seleto grupo de poetas modernistas, que chegou a fazer amizade com o genial nicaraguense, além de poetas de talho romancista. Todavia, não deixa de resultar paradoxal que nossos escritores e pensadores não tenham, ainda hoje, ultrapassado suficientemente, os limites espirituais da insularidade. Tua pergunta situa casos como o de Domingo Moreno Jiménes, figura mais destacada do Postumismo, um movimento cujo manifesto foi publicado em 1921, sob a autoria do filósofo Andrés Avelino, e que, no próprio quadro da primeira ocupação norte-americana de nosso país (1916-1924), proclamava pela exaltação dos valores autóctones. Mesmo que se discuta, todavia, a tese de que fora ou não um movimento, ou se existiu com uma postura vanguardista fértil e original, seria conveniente citar a oposição do chamado Vedrinismo, de Vigil Díaz (1880-1961), a quem se considera, em discussão viva frente ao próprio Moreno Jiménes, o primeiro vanguardista de nossa poesia, com suas obras Góndolas (1912) e Galeras de Pafos (1920), esta último com a qual se supõe inaugurar o versolivrismo e o poema em prosa em nossas letras, entre outras obras. Te referes também a um poeta de dimensão continental mais ou menos confirmada, como é Manuel del Cabral (1907-1999), cujo primeiro livro importante, Compadre Mon, data de 1940, e que teve que dar a conhecer por si mesmo sua produção literária nos países do cone Sul hispano- americano, quando bem poderia estar traduzido para vários idiomas. Mencionas, também, Freddy Gatón Arce (1920-1994), uma das mais altas vozes, junto a Franklin Mieses Burgos (1907-1976), do mais rico dos movimentos literários dominicanos, o da Poesía Sorprendida, que aconteceu no início dos anos 40, apelando para uma poesia com o homem universal, em oposição ao localismo acusado no manifesto dos postumistas. Revisar a revista da Poesía Sorprendida (1943-1947) oferece a possibilidade de perceber o quanto atualizados estavam nossos poetas com respeito ao que acontecia além-mar. FM: Mesmo que hoje poetas como Manuel del Cabral ou Pedro Mir se encontrem em algumas antologias da poesia hispano-americana (José Olivio Jiménez, Julio Ortega), raramente encontramos uma avaliação crítica de suas obras. Recorro aqui a dois exemplos: tanto as edições da Biblioteca Ayacucho (Venezuela) como a coleção Archivos (UNESCO) não incluem em seu acervo as obras de nenhum poeta dominicano, embora Pedro Henríquez Ureña seja um ensaísta respeitado internacionalmente. O que segue demarcando esse isolamento? O que hoje isto teria a ver com essa corrente de pensamento que se conhece por pessimismo dominicano? JM: Não creio que o fato que marginalizou internacionalmente a produção literária dominicana, sobretudo na ordem poética, se deva a uma sequela de enraizamento da corrente do pessimismo dominicano em nossa cultura. Saliento a marginalização na ordem poética, pois, como assinalas muito bem, a ensaística e a obra didática e investigativa de nosso grande humanista Pedro Henríquez Ureña (1884-1946) têm sido respeitadas e valorizadas internacionalmente. De igual maneira, a obra contística de Juan Bosch tem sido modelo para gerações de escritores latino-americanos, já que ele é considerado, merecidamente, um mestre de todos os tempos da narração curta de fala hispânica. O chamado gran pesimismo dominicano é o pensamento gerado por intelectuais do início do século XX que haviam sido, discípulos uns, colaboradores outros, do mestre Eugenio María de Hostos (1839-1903), transformador em 1880 de nosso sistema de educação. Ademais, esses intelectuais foram forjados com o amparo da influência tardia do Iluminismo europeu e sua visão despótica do exercício político. Estes recursos espirituais os fizeram ver o atraso e a pobreza dos dominicanos do início do século XX, um fato derivado de um sentimento de subvalorização própria, em termos ontológicos e culturais, e de inviabilidade política da nação e do Estado, em termos políticos, cujas causas incidiam aspectos étnicos (demasiado sangue africano) e de alimentação, entre outros relacionados com supostos costumes inferiores do povo dominicano e barreiras de caráter ecológico. Daí pensarem na imigração europeia como única fonte para impulsionar o crescimento econômico, cultural e social do país, apesar de que alguns se opuseram à primeira ocupação norte-americana de nosso solo. Antes de ingratidão, alienação ou falta de amor pela pátria, o que mexia com o pensamento destes homens era o apego à cientificidade de sua análise frente a uma nação extremamente pobre, quase analfabeta e com um grau extremo de imaturidade ou inexistência de instituições jurídico-políticas. Entre estes pensadores destacam-se os discípulos diretos de Hostos, como Américo Lugo (1870-1952), Emiliano Tejera (1841-1923), José Ramón López (1866-1922) e Francisco José Peynado (1861-1933). A estes se somam outros intelectuais pessimistas como Francisco Gregorio Billini (1844-1898) e Federico García Godoy (1857-1924), entre outros. Tanto Manuel del Cabral como Pedro Mir são, para mim, poetas muito representativos da qualidade estética e profundidade de pensamento de nossa poesia, e é muito bom que sejam antologados, apesar de que existem outros poetas de igual valia que têm sido sistematicamente ignorados. Insisto, não obstante, em acreditar que o fato de não se haver incluído poetas dominicanos fundamentais em antologias representativas da poesia hispano-americana contemporânea, a do século XX, é um erro crasso e muito lamentável por parte dos antologistas, gerado, na maioria das vezes, por falta de informação, às vezes por desinteresse e outras tantas por simples ignorância. Não se poderia jamais antologar apropriada e objetivamente a poesia latino-americana excluindo a poesia do Caribe hispânico; e este último ficaria incompleto se só se pensasse em Cuba e Porto Rico, quando a República Dominicana é parte integrante desta grande literatura escrita ao largo de vários séculos nas três maiores das Antilhas caribenhas. FM: Em teu Ética del poeta (1997) dizes que A Poesía Sorprendida e os chamados Independientes dos anos 40 constituem a mais variada e decisiva contribuição ao processo de enriquecimento de nossa tradição poética. Gostaria de saber a base em que se constitui esta tua afirmação. Talvez pudesses falar aqui, até por contraste, dessa manía ideológica da poesia dominicana. JM: O início dos anos 40 foi, para mim, a etapa mais rica e fértil da produção poética dominicana. Teria que recorrer, para ser explícito, à minha hipótese de trabalho sobre a bifurcação tendenciosa das estéticas maiores da poesia dominicana no século 20. Em primeiro lugar, teríamos a postura vedrinista, que com Vigil Díaz aposta em uma escritura centrada na problemática da linguagem, no experimentalismo verbal, no poema como jogo linguístico e estético. Em segundo lugar, teríamos a postura postumista, com Domingo Moreno Jiménes como principal poeta, e Andrés Avelino como figura pensante. A obra de Vigil Díaz frutificou desde a primeira e segunda décadas do século 20; os postumistas lançaram seu manifesto em 1921, marco da primeira ocupação norte-americana de nosso país que durou de 1916 a 1924. Os postumistas apostam em uma poética que exalte os valores nacionais, em rejeição a posturas universalistas, e seu manejo da linguagem apela menos ao experimentalismo verbal ou à estética. Daí a dupla vertente na poesia posterior dominicana. Nos anos 40, com os poetas independentes, quer dizer, não agrupados sob escola ou manifesto, e com o movimento da Poesía Sorprendida, se dá a conjugação da mais profunda e importante poesia social dominicana (que resgata, portanto, embora sem inscrever-se em seu manifesto, traços essenciais do postumismo) com a mais revolucionária, em termos de abertura da linguagem poética, concepção e práxis da poesia (que implica em uma ruptura que se reinsere, também em grandes riscos, na postura vedrinista ou manierista, se assim quisermos). Entre os poetas independentes dos anos 40 figuram vozes como as de Héctor Incháustegui Cabral (1912-1979), Manuel del Cabral (1907-1999), Tomás Hernández Franco (1904-1952) e Pedro Mir (1913), entre outros. Entre as mais excepcionais vozes da Poesía Sorprendida figuram Rafael Américo Henríquez (1899-1968), Franklin Mieses Burgos (1907-1976), Freddy Gatón Arce (1920-1994), Antonio Fernández Spencer (1922-1995), Aída Cartagena Portalatín (1918-1994), Mariano Lebrón Saviñón (1922) e Manuel Rueda (1921-1999), só para citar alguns. Recordemos que as primeiras obras destes autores e a confirmação de suas propostas estéticas têm lugar sob a chamada era de Trujillo, sanguinária e espantosa ditadura que se estendeu desde 1930 até 1961. Concomitantemente com o apogeu da Poesía Sorprendida e dos Independentes de 40 na República Dominicana acontecia a fértil explosão do grupo Orígenes em Cuba. A este grande grupo de poetas seguiram gerações como a de 48, que viveu as atrocidades da decadência do trujillato, a de 60 e a Poesia do pós-guerra (confrontação cívico-militar de abril de 1965), cujos representantes, devido às conjunturas econômico-políticas e jurídicas por que atravessava o país, se sentiram inclinados ao exercício de uma escritura de compromisso, mais que social, ideológico e partidário. O fenômeno que defines como mania ideológica se daria, embora não para todos os autores, melhor neste período. Será, então, a geração dos anos 80 a que romperá com a tendência sociologizante e com as estreitezas ideológico-partidárias da poesia dominicana, assumindo, nas estruturas da linguagem e na conceituação estética, atitudes de radical ruptura no tocante à tradição vulgarizante, em face do que, consequentemente, mostrará um interesse maior pelos mestres da Poesía Sorprendida e pelo Pluralismo de Manuel Rueda, entre outras posturas vanguardistas crioulas e universais, do que pela poesia de conteúdo social e ideológico e a herança postumista. De qualquer forma, e para concluir, com esta revisão ainda que superficial da história da poesia dominicana do século 20, deixaria claríssimo que seu período mais fértil se deu antes e durante o decênio de 40. *Floriano Martins (Ceará, 1957) é poeta, editor, ensaísta e tradutor. Dirige a Agulha Revista de Cultura (www.revista.agulha.nom.br) e colabora semanalmente com o DC Ilustrado com uma série de entrevistas que futuramente reunirá em livro intitulado Invenção da América. Contato:
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