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Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 03 de Maio de 2008, 15h:04

Breve Comentário

Luís Gonçalves
Especial para o Diário de Cuiabá
Até alguns dias atrás, a classe artística brigava por uma distribuição de renda efetiva. Os valorosos companheiros se uniram numa manifestação que ficou conhecida como: Fórum de Cultura. Sufocado pelos gritos da rua veio a tal Secretaria de Cultura acompanhado da tão sonhada Lei de Incentivo a Cultura. Aliás, um dos melhores instrumentos do País. A classe artística, ávida pela promessa de realização, se predispôs a ajudar no processo colocando a disposição os membros do Conselho. Pessoas integradas ao cenário que seriam os norteadores do processo. Novamente entram em campo os “técnicos” e modificam a situação. Devido à benigna sapiência de alguns “técnicos”, a tão sonhada Lei já saiu publicada com erros sofríveis. A classe se mobilizou e anos após anos os valorosos companheiros tentaram implantar o melhor sistema e adequar às realizações dentro do possível. Enquanto os valorosos companheiros não mediam esforços para melhorar o sistema e ampliar a funcionalidade do instrumento, na calada da noite entram em ação os famosos “técnicos” e sacrificam todo o processo inaugurando o Fundo de Cultura. Assim a participação dos “técnicos” tornou-se imprescindível. Parece que era tudo o que “eles” queriam. O Fundo era uma engenhoca repleta de nuances apagadas escrita nas entrelinhas, mas era produto “deles”, portanto, era melhor que o dos artistas. Amparados pelos argumentos legais que requer o caso, “eles” aos poucos foram modificando a própria criação de maneira que bem atendesse suas necessidades de “técnicos”. Empurrando a classe para o ostracismo. Foi assim que o Fundo de Cultura se transformou em Fundo de Custeio. Assim a Secretaria inchou. Já que há dinheiro pra custeio vamos contratar mais “técnicos” e funcionários pra gastar. A verba que era para investimento cultural foi se esvaindo. Criaram-se ralos e sumidouros em vários pontos. Atualmente o Conselho que seria a câmara máxima e símbolo da independência cultural vem sofrendo pesada intervenção branca. Enquanto os “técnicos” trocam os pés pelas mãos a todo o momento e são ovacionados, os artistas levam a fama de: “maluco, doidão e bandido”; será que isso pega? *Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado ([email protected])

Edição EDIÇÃO 16962




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