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Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Terça-feira, 15 de Julho de 2014, 20h:35

EUBIOSE

Através das sensações, o homem vai sentindo e agindo, utilizando a inteligência e a vontade. A emoção é a vida energia posta em movimento; a inteligência raciocina e a vontade dirige.

Sebastião Vieira Vidal e Margarida Estrela
Da Especial para o Diário de Cuiabá
“Temos lido em contos, visto em filmes, novelas televisionadas que falam em dupla personalidade. Achamos que, se tivermos alguns esclarecimentos, sobre esse assunto, poderemos, inclusive, discernir melhor nossas personalidades. Pode o indivíduo Ter mais de uma personalidade? TERCEIRA PARTE É tríplice como tudo, mas a personalidade é uma só. Se o ambiente a orientar harmoniosamente, todas as suas potencialidades irão desabrochar sob forma produtiva, até mesmo quando seja pouco dotada, ou fraca. Isto é importantíssimo. O indivíduo, vejamos do ponto de vista somático, pode nascer com um aparelho digestivo fraco. Propendem esses órgãos a não funcionar integralmente, mas se o ambiente lhes proporcionar o alimento adequado a sua deficiência, esses órgãos, por sua vez, reagiram adequadamente ao tratamento recebido. Uma planta é frágil. Se lhe proporcionarmos um meio propício ao seu desenvolvimento, que lhe seja agradável, ela viverá em harmonia correspondente a esse ambiente. Do mesmo modo age a psique. O indivíduo pode ter uma personalidade fraca, mas se o ambiente lhe dá o amparo necessário, sua adaptação pode ser fraca, mas adapta-se, rende alguma coisa. Não se torna prejudicial, destruidora, peso negativo. Colabora dentro de suas possibilidades. Que diremos, então, da personalidade bem estruturada? ... Esse é um princípio eubiótico. Por isso a Psicologia é algo tão velho quanto a eternidade. Vem de longe e irá para longe, como parte integrante da Lei. Nos Templos Iniciáticos, o Mestre analisava os discípulos através dos sonhos. Dava-lhes temas de meditação e através de suas reações, - acordados ou dormindo – interpretando-as, conhecia as tendências do discípulo, seu interior, como reagia intimamente. Essas reações eram as possibilidades, era o desabrochar da flor, carunchada ou sadia. O Mestre percebia, assim, as razões que o levaram a agir. Quando o indivíduo sonha, a pessoa, o corpo, está dormindo, ela não morreu, está ligada a tudo quanto ocorreu; a parte psíquica está em movimento, por isso se diz que todos sonham. O sonho é uma forma, uma espécie de pensamento; como o físico está em repouso, quando acorda pode-se recordar de que esteve em tal ou qual situação, pois entrou ou ficou apenas, em outra dimensão. Não agiu no espaço limitado, exterior. Perdeu a noção do espaço e a noção de tempo a três dimensões, consequentemente em seu pensamento ou estado de sono, atravessou as paredes. Como tudo se interpenetra e somos uma totalidade, as concepções que temos acordados são as mesmas que quando estamos dormindo e por isso, nos nossos sonhos, colocamos máscaras, continuam as defesas, conseqüências dos falsos juízos de valor. Adormecidos, o controle exercido sobre os nossos impulsos – vida-energia, cega – é menor. Executamos o desejo, mas, como continuamos com os valores destorcidos do certo e errado, imediatamente agem os mecanismos de defesa e o sonho se reveste de uma série de símbolos que, aos olhos leigos, parecem absurdos. A vontade é relativa à razão e o desejo, ao afetivo-emocional. Se um fato é reprimido e não compreendido, ele permanece em latência, até que seja sublimado. Vejamos um exemplo objetivo. Na criança, porque, assim já poderão, inclusive, apreender algo mais. Já dissemos que a criança cola a figura do parental do mesmo sexo. Quando introjeta essa figura, forma seu Super-Ego ou assimilou, de um modo geral, as suas concepções. Vejamos, então, o exemplo. Uma menina cola a figura materna, porque todo o ambiente lhe demonstra que se assemelha fisicamente com ela. Em outras palavras, ambas pertencem ao mesmo sexo. Então, se ela é o mesmo que a mãe, quem ela vê no seu ambiente?... o pai. Se o pai der atenção a figura materna, ela também quer essa atenção dirigida a ela, pois, ela e a mãe são uma só, em termos de colagem. Se o que quer não acontece, naquele momento, digamos que ela bate na mãe e a chama de feia. Estará rivalizando com esta figura zangada, com raiva dela. Reprimem-na: “que menina horrível, batendo na mamãe, que menina má !” . A criança não pode contradizer o que lhe disseram porque realmente bateu mas não aceitou que seja, realmente, justa a situação. Percebe que não detesta a mãe. E, por aí adiante, começa a tecer concepções. Muitas vezes entra, até, em conflito. Tem determinadas reações desajustadas. Pode passar a viver fazendo carinhos extremamente exagerados na genitora. A noite, sonha que a mãe morreu e acorda chorando desesperada. Desejo-manifestação de sua rivalização com a figura materna, desejando-se ver livre dela porque lhe furta a atenção paterna, mas não é da genitora, propriamente, de quem se quer ver livre. Sofre porque necessita de sua mãe e gosta dela... Quantos jovens sonham que estão lutando com um ladrão que quer furtar a carteira de dinheiro do pai, do avô... Ao ser analisado, é ele próprio cobiçando as notas da carteira e lutando consigo mesmo para não ceder ao impulso. Não percebe a sua própria máscara. Quando uma criança furta, ficamos horrorizados. Se é nosso filho, nos desesperamos, vendo já nele um marginal. Entretanto, aquela criança pode também estar se sentindo furtada em seu afeto, pelos próprios pais e se defende compensando-se em outra área. É fato notório que os sensores são as pessoas mais insatisfeitas e os “moralistas” aqueles cujos sonhos são indicadores dos maiores delitos. Máscaras, símbolos, sintetizam realmente, o que vive no interior do homem. Esse aspecto é necessário ser visto para que ele se conheça melhor. Por isso, os Mestres interpretavam os sonhos dos discípulos, lembremo-nos, mais uma vez. JUNG trouxe para o mundo a sua teoria do inconsciente coletivo; nele está gravado todo o acervo do trabalho dos avataras do passado, que a humanidade assimilou, dentro de suas concepções. Por isso em nossa Escola Iniciática, o Instrutor Geral tem falado tantas vezes em “Oitavo do passado e Oitavo do futuro”. Resta, na iniciação, ao discípulo, conhecendo-se a si mesmo, tentar, também, interpretar os símbolos que surgem em seus sonhos, discernindo o falso do verdadeiro. Coluna Eubiose: Todas as quarta-feiras. Copyright© Sociedade Brasileira de Eubiose® - SBE – Todos os direitos reservados. Proibida alteração no texto. Permitida a reprodução, desde que sejam citados fonte e autor. Matéria extraída da Série Cultural da Sociedade Brasileira de Eubiose – SBE. www.eubiose.org.br e www.mosaicosdonovociclo.com.br e [email protected] - Facebook: Eubiose Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16962




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