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ILUSTRADO
Sábado, 21 de Agosto de 2010, 11h:57

ARTES VISUAIS

Artistas de MT na Bienal Naïfs do Brasil

Nilson Pimenta, Valdivino Miranda e Valques Costa representam nosso Estado em evento de arte ingênua de Piracicaba

Criada em 1992 e consolidada ao longo de sua trajetória como um evento referencial para artistas plásticos, pesquisadores, colecionadores e galeristas vinculados ao gênero, a Bienal Naïfs do Brasil, iniciativa do SESC São Paulo, atinge sua 10ª edição em 2010. A mostra acontece entre 20 de agosto a 12 de dezembro, na unidade SESC Piracicaba, em Piracicaba (SP). Três artistas plásticos de Mato Grosso expõem na mostra: Nilson Pimenta da Costa, com as obras “Á Macacadas” e “Derrubada Proibida”; Valdivino Augusto de Miranda, com as obras “O Acontecimento” e “O Encontro”; e Valques Rodrigues da Costa, com a obra “Predadores II”. Ao todo, 111 obras selecionadas vão proporcionar um recorte abrangente e atual da produção artística caracterizada pela estética naïf ou naïve, a chamada arte ingênua, espontânea ou instintiva. A escolha foi realizada por um júri formado pelos críticos de arte Geraldo Edson de Andrade e Ricardo Amadasi, presidente do Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, Vilma Eid, a partir de quase 800 trabalhos, enviados por 376 artistas de 22 estados brasileiros. Além disso, a Bienal contará com a Sala Especial Arte Sem Fronteiras, com curadoria da historiadora e crítica de arte Maria Alice Milliet. E uma extensa proposta voltada para arte-educação, que inclui ateliês abertos, oficinas, cursos, palestras, visitas orientadas e apresentações artísticas. “Passados quase cem anos do início do diálogo entre a arte erudita e popular no Brasil, cabe-nos perguntar quais os possíveis significados que a palavra naïf pode adquirir hoje, em um mundo cada vez mais afeito às novas tecnologias. Com a 10ª edição da Bienal naïfs, o SESC São Paulo promove esta discussão e reafirma seu compromisso com a difusão cultural, voltada para o exercício da fruição estética, do pensamento e da transformação social”, afirma Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo. Originária de mostras anuais realizadas pelo SESC Piracicaba no período entre 1986 e 1991, a Bienal hoje contribui decisivamente com a construção deste traço tão peculiar na identidade cultural do Brasil. Sala Especial Batizada de “Arte Sem Fronteiras”, a Sala Especial tem curadoria da historiadora e crítica de arte Maria Alice Milliet. Reunirá 56 trabalhos de artistas premiados em edições anteriores – como Alex dos Santos, Dalton Oliveira e Loizel Guimarães Silva – e outros com carreiras artísticas consolidadas, como Antonio Henrique Amaral, Alex Ceverny, José Bezerra e Vânia Toledo e, que exploram linguagens capazes de tocar o imaginário do homem contemporâneo, sem recorrer a categorias como “arte popular” ou “arte erudita”. A proposta é valorizar os artistas que foram revelados pela Bienal ao longo destes 18 anos e mostrar como seus trabalhos dialogam com produções já inseridas no mercado de arte dos grandes centros urbanos. Para Maria Alice Milliet, a chegada do progresso ao interior do país fez com que a arte naïf passasse a refletir uma outra realidade. “O saudosismo explica a reiteração do rural idílico, entretanto, já despontam manifestações contaminadas pelo urbano, por conflitos sociais, pela percepção da instabilidade do ser num mundo em constante mutação”, afirma. Arte-Educação Paralelamente à mostra, será realizada uma iniciativa educacional, voltada para a democratização cultural e formação de público. O módulo Arte-Educação visa expandir o olhar dos interessados para além dos trabalhos expostos durante a Bienal. O projeto realiza oficinas de capacitação para professores, educadores, artistas e aos demais interessados.

Edição EDIÇÃO 16962




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