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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Quarta-feira, 05 de Maio de 2010, 21h:02

EXPOSIÇÃO

Alma colorida de Dani

Inspirada pelo mestre do surrealismo, Salvador Dalí, a artista entrou nesse mundo de percepções, ilusões e fantasia, abusando de cores e formas

Claudio de Oliveira
Da Redação
“Mente Vazia, Alma Colorida” intitula a exposição individual da artista Dani Tâmara, cuja criação instiga e conduz a um universo de cores e contornos a partir de sua sensibilidade singular. Dani trabalha com mandalas e tem experimentado bastante com objetos. Sua pequena galeria na sete de setembro e um bom passeio para quem circula pelo centro histórico. Dani participou de outras atividades no Morro e com certeza está em casa. A mostra começa hoje e o lançamento será às 19h30, no Museu do Morro da Caixa D’água Velha, em Cuiabá. Desde 2003, mergulhada no campo das artes, ela define seu trabalho como intuitivo. Inspirada pela arte do mestre do surrealismo Salvador Dalí, Dani entrou nesse mundo de percepções, ilusões e fantasia. Abusa de cores e formas sem um compromisso pré-definido. “Concordo com os artistas surrealistas quando dizem que a arte deve fluir a partir do inconsciente, sem qualquer controle da razão, o pensamento deve acontecer e ser expressado livre de qualquer influência exterior ou lógica”, afirma, explicando que a fantasia, o devaneio e a loucura estão presentes nas obras surrealistas. Para ela, o que “nos leva a construir nossa identidade artística e profissional são os registros que essas influências fazem em nosso interior” e Dalí a inspira justamente pelo fato de ter conseguido representar seus sonhos, pensamentos e opiniões em suas obras de forma corajosa e à frente do seu tempo. “Mente Vazia, Alma Colorida” fala do processo de criação e concepção de uma ideia que se transforma em obra de arte. “Mente Vazia”, frase de duplo sentido, objetiva provocar e despertar o interesse das pessoas em entender o que a artista está querendo dizer. Com sete anos de carreira artística, Dani apresenta sua Mente Vazia e livre para ser o que quiser sem se preocupar com o rótulo que possam criar para lhe descrever. “Como um CD novo, uma fita virgem ou um papel em branco, enfim com toda possibilidade do mundo. Estou em fase de construção sempre, e acho que será assim por toda minha vida”, explica a artista. Para convidar o público à interação, Dani colocará cabeças de manequim que se abrem e, em cada interior um conteúdo. “Quero proporcionar aos visitantes uma oportunidade de se auto-analisarem”, diz. Na seqüência, o espectador se depara com as cores de suas obras abstratas. São cerca de quinze telas, em variados tamanhos em que a profusão de cores reina absoluta. Dani é cuiabana e admiradora do trabalho dos artistas locais. Ela diz que a faculdade de Arquitetura e Urbanismo a ajudou no aprofundamento técnico de desenho, mas confessa que o que a motivou a começar seus primeiros trabalhos em óleo sobre tela, foram obras de Adir Sodré. Quando percebeu que o caminho das artes era o que realmente lhe completava profissionalmente, Dani enfrentou, o que ela acredita que muitos artistas enfrentaram, a resistência de muitas pessoas que faziam parte da sua vida. “Arte é coisa de gente maluca, como vai viver da arte?”, lembra ela. Buscando explicação para sua intuição, encontrou no livro “Desenhando com o lado direito do cérebro”, da autora Dr. Betty Edwards, informações que a ajudaram a compreender o que estava acontecendo. No livro, a autora relata suas descobertas de pesquisas feitas sobre o cérebro, que mostram que os hemisférios cerebrais têm funções diferentes. Ela mostra que a habilidade criativa do lado direito do cérebro é oposto às habilidades analíticas e lógicas do lado esquerdo do cérebro. Segundo Dani, a leitura a fez entender que as dificuldades ou facilidades que se apresentam em determinado momento são resultantes da diferença de funções que esses hemisférios desempenham. “A partir dessas informações, percebi que o lado direito do meu cérebro é mais desenvolvido do que o lado esquerdo. E essa descoberta me fortalece, pois justifica e explica um pouco o funcionamento dessa máquina que é nosso corpo”, conta, acrescentando que “conhecendo essas diferenças, se aprende mais sobre si. Tendo assim mais capacidade de expressar verdadeiramente as emoções que serão transformadas em obra de arte”. “Mente Vazia, Alma Colorida” é justamente o anseio da alma de uma artista que coloca suas sensações em traços e cores. A mostra segue até o dia 30 de maio. (Com Assessoria) Serviço: O QUE: Exposição QUANDO: Até 30 de maio, abertura hoje 19h30 ONDE: Museu do Morro da Caixa D\'água Velha QUANTO: Gratuito

Edição EDIÇÃO 16960




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