Dennis (Bobby Coleman) é um garotinho excêntrico. Gosta de andar escondido dentro de uma caixa de papelão ou atrás de lentes escuras, é do tipo que não dá confiança a qualquer pessoa. Usa protetor solar todos os dias, é viciado em cereais e acredita ser uma criatura vinda de Marte para cumprir uma missão na Terra. Talvez sua incumbência diante dos terráqueos seja trazer novamente sentido à vida de David Gordon (John Cusack), escritor de ficção científica, de fértil imaginação que, quando criança, sempre sonhava com o dia em que seria abduzido por alienígenas que o levariam para o espaço e, agora, viúvo resolve adotar o menino estranho do orfanato. Agora, o garoto que queria ser um alien tem que conviver com o filho adotivo que acredita ser marciano... Paradoxalmente, a estranheza de Dennis é, também, o seu encanto que cativa David cada vez mais, para desespero de sua irmã, Liz (Joan Cusack), que duvida não só da capacidade do irmão em ser pai, como também acha o sobrinho muito estranho. Roteirista de três grandes sucessos de Spielberg (A Cor Púrpura , Império do Sol e Indiana Sones e a Ultima Cruzada), Menno Meyjes estréia como diretor com esta comédia dramática Ensinando a Viver ( Martian Child, EUA, 2007/PlayArte )que tem fórmula total capaz de divertir e comover em igual proporção. O roteiro, porém, reitera a todo instante a dramaticidade e aponta para um destelho para lá de previsível. (J.C.)