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ILUSTRADO
Terça-feira, 10 de Abril de 2012, 20h:35

MÚSICA

A Gaita Brasileira

Michael Arce apresenta a diversidade dos ritmos do país com o show no Sesc Arsenal

Ariane Laura
Da Redação
Michael Arce traz toda a diversidade dos ritmos brasileiros para o show Gaita Brasileira, que acontece nos dias 12 e 13 de abril no Teatro do Sesc Arsenal de Cuiabá. O repertório percorre por bossa, choro, samba, baião, pop e maracatu. Os shows acontecem em ambos os dias às 20h e a entrada é gratuita. O show marca o lançamento do DVD “Gaita brasileira”, gravado no Centro de Referência da Música Carioca Artur da Távola. No Show, o artista toca músicas do seu primeiro CD “Santa Teresa” e do ainda inédito CD “Dias em Londres”. Ao lado de músicos de grande talento da cena de Cuiabá, Michael aposta no intercâmbio musical para enriquecer mais sua arte. Com Joelson Conceição no violão e Alex Teixeira na bateria, o trabalho de Michael Arce ganha força e delicadeza: um trio singular. MICHAEL E A GAITA Michael conta que sua história com a gaita nasceu nos anos 80 com o movimento de blues que agitou o Circo Voador, no Rio de Janeiro. Mas, o leque de amplitude de estilos musicais se abriu mesmo foi na faculdade. “Quando assisti à apresentação de Rildo Hora com samba e outras leituras bem brasileiras. Fiquei encantado em ouvir a gaita amplificada, um instrumento tão pequeno com um som poderoso”, relembra o artista. Na década de 90, Michael começou a se dedicar no estudo do instrumento e em sua aplicabilidade em diferentes gêneros. O interesse e dedicação eram tantos que a evolução foi rápida. Em menos de dois anos ele já montava bandas que passeavam, especialmente, pelo cenário da bossa nova. Em 2005 Michael conta que foi para Londres (Inglaterra, onde teve a oportunidade de conhecer o trabalho de muitos músicos de rua. “O trabalho era de alto nível, eles apresentavam coisas bem estruturadas. Cheguei no Brasil com essa vontade, esse pensamento. Queria fazer uma espécie de guerrilha musical. Ia pros lugares sem avisar e tocava gaita por 10 minutos, sem passar chapéu ou pedir dinheiro. A intenção era ver o impacto das pessoas”, afirma. Com resultado positivo, desde então o músico resolveu gravar essas intervenções e colocar o YouTube. “Tem muitas histórias pra contar. É engraçado. (...) Como normalmente eu toco de olhos fechados quando eu abro os olhos levo susto com o que vejo. Ou pela quantidade de pessoas, ou expressão delas. Uma vez percebi que tinha um celular praticamente grudado na minha cara e uma mulher segurava ele e dizia ‘você tá vendo como é maravilhoso?’ É sempre uma catarse”, revela. OFICINA DE GAITA Há 17 anos Michael Arce ensina crianças, jovens e adultos a arte de tocar gaita, tendo integrado as melhores escolas do Rio de Janeiro como o Conservatório Brasileiro de Música, Escola de Música Antônio Adolfo, Movimento Musical e Escola Edem. Atualmente participa junto à prefeitura do Rio de Janeiro do projeto “Harmônica Brasilis”, que faz parte do Segundo turno cultural. Seu trabalho é a musicalização de crianças pela gaita em escolas localizadas em comunidades carentes, na comunidade do Pavão (Localizada em Copacabana/Ipanema) e na Favela do João (Av.Brasil). Além dessas parcerias, Michael aposta na tecnologia da informática e no conceito de Educação à Distância, sendo o pioneiro na modalidade de aula online no ensino da gaita. Com o interesse de divulgar o instrumento, Michael Arce oferece a “Oficina de gaita”, aberta ao público adulto e adolescente. A oficina acontece no dia 13, das 14h as 16h, com certificado ao final do curso mediante a inscrição no CDM do Sesc Arsenal. São 20 vagas para maiores de 14 anos. O material didático incluso e instrumento(Gaitade blues). A inscrição é gratuita. A programação da oficina inclui teoria da gaita, embocadura, ritmos com os acordes, escala maior, bemol e prática de conjunto. O método adotado para oficina é a Revista “Aprenda a tocar gaita” Ed.Case(2011).Autor:Michael Arce. Seu trabalho de 17 anos como professor de gaita resultou em uma publicação em formato de revista com distribuição nacional e tiragem de 20mil copias (Ed. Case - 2011), vendida nas bancas de jornais. Seu trabalho é pioneiro, o seu método foi a primeira publicação sobre a gaita feita no Brasil,a baixo custo e com alcance nacional.

Edição EDIÇÃO 16962




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