Nada melhor para seios caídos e câimbra na língua que tomar banho nu na cachoeira com queda superior a dez metros. Não me lembro mais quem disse isso. Sei não! Tenho minhas dúvidas. Aliás, estou, ultimamente, com muitas dúvidas na cabeça. A dúvida sobre a seriedade de tudo que anda acontecendo por aí. E, sei, também, que a dúvida envelhece, entristece, acabrunha, deprime e complica alguns vasos do coração. Não quero chegar à chatice da dúvida eterna, mas fico imaginando, quando outro dia eu falei sobre o rego exposto e o cós baixo. E eis que me surpreendo ao ler num desses sites a notícia de que os senadores do Estado americano de Lousiana rejeitaram um projeto de lei que pretendia transformar em crime o uso de calças de cintura baixa. O projeto de lei colocaria na ilegalidade todas as pessoas que usam roupas que deixam à mostra, intencionalmente, porções de pêlos púbicos, a fissura das nádegas ou os genitais". No lugar de fissura leia rego. A minha seriedade momentânea não chegaria a tanto, mesmo por que não levo a vida muito a sério. Preocupa-me a morte! Agora, em parte, há de se concordar que esse tipo de moda expõe, também, a indecência que contamina e enoja. Nem todos os regos devem ser expostos. Alguns nos dão à imagem de que não foram lavados, sequer esterilizados com essências de cheiros agradáveis. Tenho observado isso, não por curiosidade ou desejo, mas porque estão aí, expostos, muito a vontade. E nessa observação está lá o encardido da calcinha dando sinais claros de mal lavada. E bastante usada. Em falando disso lembro das minhas adoráveis tias Carolina, Gaudência e as primas Jandira e a marquesa Durvalina. Solteironas convictas e falecidas com a virgindade intocável. Tenho dúvida quanto à prima marquesa Durvalina, muito faladeira e bastante exposta. Em vivendo agora, duvido que elas usassem calça de cós baixo. Elas eram integralmente cobertas. Pelo menos aos olhos públicos. Que Deus as tenham... Certa vez Carlos Heitor Cony chegou a redação do Correio da Manhã para escrever uma crônica com o título God Save Garrincha, mas terminou escrevendo God Save Cuiabá, que lhe valeu um título dado pela Câmara Municipal de persona non grata a Cuiabá. Eu, também, imaginei escrever sobre Minhas adoráveis tias, mas a notícia vinda lá de Lousiana me interessou mais. *Jê Fernandes é jornalista, radialista, poeta, cronista, conversador fiado e colabora com o DC Ilustrado (E-mail:
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