NA HORA
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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Terça-feira, 12 de Abril de 2011, 21h:09

THRILLER

A aflição é total

O professor universitário John Brennan (Rusell Crowe) vive com a mulher Lara (Elizabeth Banks) e o filho pequeno (Ty Simpkins) uma vida perfeita, até ela ser presa acusada de um crime brutal, que alega não ter cometido. Lara acaba condenada, deixando desconsolados o marido e o filho. Após três anos de prisão, recursos negados e a iminente transferência para outra penitenciária, o pacato John, ainda inconformado e acreditando na inocência da esposa, percebe que só há uma saída: elaborar um plano de fuga preciso para tirá-la da cadeia e sumir do mapa. Agora, ele e Lara terão apenas 72 horas para fugir. Em uma corrida contra o tempo, John irá provar que não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder. Não há nada de original em “72 Horas” (The Next Three Days, EUA, 2010/Imagem), escrito e dirigido por Paul Haggis (“Crash – No Limite”, “No Vale das Sombras”). A trama banal sobre um plano mirabolante é a refilmagem americana do francês “Tudo por Ela”, do diretor Fred Cavayé, já lançado em DVD. Mas o thriller de Haggis é competente no quesito tensão. Fácil, fácil, o espectador embarca na trama, se pega roendo as unhas e releva os absurdos do roteiro para torcer pelo protagonista – não à toa vivido pelo eficiente Crowe, que confere densidade e credibilidade. Ele é o ator certo para esse tipo de filme, que nas mãos de alguém menos talentoso podia descambar para o estilo “desespero”. Só por ele, com sua inconfundível voz, é que “72 Horas” vale alguma coisa. (J.C.).

Edição EDIÇÃO 16968




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