O professor universitário John Brennan (Rusell Crowe) vive com a mulher Lara (Elizabeth Banks) e o filho pequeno (Ty Simpkins) uma vida perfeita, até ela ser presa acusada de um crime brutal, que alega não ter cometido. Lara acaba condenada, deixando desconsolados o marido e o filho. Após três anos de prisão, recursos negados e a iminente transferência para outra penitenciária, o pacato John, ainda inconformado e acreditando na inocência da esposa, percebe que só há uma saída: elaborar um plano de fuga preciso para tirá-la da cadeia e sumir do mapa. Agora, ele e Lara terão apenas 72 horas para fugir. Em uma corrida contra o tempo, John irá provar que não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder. Não há nada de original em 72 Horas (The Next Three Days, EUA, 2010/Imagem), escrito e dirigido por Paul Haggis (Crash No Limite, No Vale das Sombras). A trama banal sobre um plano mirabolante é a refilmagem americana do francês Tudo por Ela, do diretor Fred Cavayé, já lançado em DVD. Mas o thriller de Haggis é competente no quesito tensão. Fácil, fácil, o espectador embarca na trama, se pega roendo as unhas e releva os absurdos do roteiro para torcer pelo protagonista não à toa vivido pelo eficiente Crowe, que confere densidade e credibilidade. Ele é o ator certo para esse tipo de filme, que nas mãos de alguém menos talentoso podia descambar para o estilo desespero. Só por ele, com sua inconfundível voz, é que 72 Horas vale alguma coisa. (J.C.).