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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 17 de Dezembro de 2011, 12h:38

CINEMA

2011 agita o audiovisual de MT

2011 tem se portado como um ano fértil para o segmento audiovisual em Cuiabá. No último trimestre ocorreram, quase que interligadas, a Mostra de Direitos Humanos, a 18ª Edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e a 10ª Mostra Nacional de Audiovisual Universitário em Mato Grosso, capitaneada pela UFMT. Mas as ações do audiovisual começaram bem antes neste ano. Desde maio o Instituto Cultural América – INCA através de seu ponto de cultura situado na região do coxipó, ofereceu a população da região sul de Cuiabá oficinas livres e continuadas de audiovisual em conjunto com profissionais da AMAV - Associação dos Profissionais de Cinema e Outras Tecnologias Audiovisuais de Mato Grosso, onde o foco não foi meramente passar noções técnicas de como se fazer um filme, mas trabalhar a sensibilização do olhar e a construção de ideias firmes para a composição de obras fílmicas aliando o senso artístico com a tecnologia e comprometimento profissional. Cinco novos curtas metragens mato-grossenses estrearam nas telas da capital em 2011: “MOPÖI – a lenda do menino Manoki”, de Sérgio Lobato; “Bolhas de Sabão se desmancham no ar”, de Maria Thereza Azevedo; “Boneca de Neuza”, de Luzo Reis e Tiago Costa; “Ao Relento”, de Amauri Tangará; e “Depois da Queda”, de Bruno Bini, sendo que este último faturou prêmios em Cuiabá e em Petrópolis. Além de Cuiabá, outras cidades mato-grossenses também sediaram eventos de audiovisual. O Festival Malagueta, em Rondonópolis; o Festival de Cinema Na Floresta, em Alta Floresta; e o Guará – Festival de Cinema Ambiental, neste ano realizado em Barra do Garças. E mais uma novidade: o Festival Olhares do Pantanal, que teve sua primeira edição este ano na cidade de Cáceres. Nas escolas de comunicação, a movimentação acerca de produções universitárias foi intensa, servindo de laboratório para que nossos “aventureiros” das câmeras começassem a surgir. Entre os realizadores já consagrados e conhecidos, Joel Leão continuou a captação de sua obra audiovisual sobre a Coluna Prestes; Caroline Araújo encerrou a primeira etapa de filmagens de seu novo documentário, “LLARA”, Keiko Okamura e Marcelo Okamura encerram o ano produzindo seu documentário sobre a migração japonesa no estado, Bárbara Fontes inova com cursos curtos de produção audiovisual e Amauri Tangará realizou as filmagens de seu novo curta metragem “PARAIZOO”. Somamos a isso a estreia do média metragem “Olhares Ciganos” de Aluízio Azevedo e do novo trabalho de Luiz Marchetti, “Caio André”. E todo esse fazer audiovisual tem seqüência hoje e amanhã, com a produção de mais um curta metragem em Cuiabá. “3,60”, uma ficção escrita e dirigida pelo publicitário e agora cineasta Adelino Severino Neto. “3,60” é uma história que pode ser contada de qualquer parte do mundo, mas a intenção é mostrar não só o personagem, mas o lugar onde ele esta. Um dos pilares deste projeto é a construção da direção de arte, extremamente cosmopolita, Cuiabá será um dos personagens, as ruas, as casas e os espaços da cidade. A intenção que se busca com o filme é proporcionar um novo olhar reflexivo sobre o mundo, sobre as relações entre pessoas, transeuntes que vivem uma vida comum, sem romance, crua, dura, real. E para isso, o diretor Adelino Neto conta com uma equipe afiada e cem por cento mato-grossense, que esta há meses pensando, planejando e ousando em trabalhar uma intensificação visual totalmente diferente do que já fora feito aqui antes. “3,60” será rodado nas regiões do Residencial São Carlos na Avenida dos Trabalhadores e no bairro Dom Aquino. O projeto só foi possível graças a associação de empresas engajadas como a PlayMix Produtora, Lamiré Cinema e Vídeo e Menina Filmes, além de recursos do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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