ESPORTES
Segunda-feira, 24 de Junho de 2013, 19h:06
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Valcke diz não haver plano B
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, garantiu ontem que a Copa do Mundo e os demais jogos da Copa das Confederações serão disputados no Brasil. Em entrevista coletiva concedida no Maracanã, o dirigente negou os rumores de que a entidade cogitou tirar as competições do país, por causa dos protestos que tomaram conta das maiores cidades brasileiras na semana passada. Nunca recebi ofertas oficiais por parte de outros países para organizar a Copa do Mundo de 2014. Quero deixar bem claro que a final da Copa das Confederações será disputada no Maracanã e que a Copa do Mundo será no Brasil. Não há plano B, afirmou. Valcke aproveitou a oportunidade para sair em defesa da própria Fifa, chamado por ele de uma das organizações esportivas mais transparentes do mundo. De acordo com o dirigente, a entidade não tem a intenção de lucrar com a realização da Copa do Mundo, e até lá terá investido US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,3 bilhões) na organização do torneio. Nós não estamos aqui para encher os bolsos e deixar o país. Sempre se pode fazer mais. Acho que estamos trabalhando. Você pode dizer que não é o suficiente, mas não tenho vergonha do que estamos fazendo, disse. Não viemos aqui para ficar andando em carrões, completou. Para justificar as próprias afirmações, Valcke citou R$ 32 milhões de gastos da Fifa com hospedagens, R$ 448 milhões em investimentos para o Mundial e afirmou que cerca de 15 mil pessoas serão empregadas até a Copa apenas pelo fato de de a entidade estar no Brasil. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que também esteve presente no Maracanã, saiu em defesa da organização dos torneios no Brasil. A suposta corrupção envolvendo a construção dos estádios têm sido um dos maiores alvos dos protestos dos últimos dias. "Não há nenhum desvio de recursos de saúde e educação para obras da Copa ou para a construção de estádios, garantiu. Ele citou ainda o pequeno orçamento da própria pasta em relação aos ministérios da Saúde e da Educação e afirmou que o Mundial terá colocado R$ 112 bilhões na economia brasileira até o ano que vem, gerando 3,6 milhões de empregos. Os dados vieram de um estudo da consultoria Ernst & Young. Com a organização da Copa do Mundo, a Fifa calcula que terá uma receita de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 8,8 bilhões), livre de impostos, já que a entidade tem isenção fiscal do país-sede do torneio.