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ESPORTES
Quarta-feira, 18 de Junho de 2014, 20h:57

INVASÃO CHILENA

Torcedores invadiram o Maracanã

CRISTINA GRILLO, ITALO NOGUEIRA, ROBERTO DIAS E RAFAEL REIS
Da Folhapress – Rio de Janeiro, RJ
Cerca de cem torcedores chilenos invadiram o Maracanã para assistir à partida de ontem entre a sua seleção e a da Espanha, pela 2ª rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Por volta de uma hora antes do confronto, os torcedores sem ingressos derrubaram as grades no Portão C, próximo à entrada de imprensa. Sem muita força, o obstáculo caiu e dezenas de torcedores entraram correndo. Seguranças particulares responsáveis pelo estádio e a Polícia Militar tiveram dificuldade para conter a invasão inicialmente. Tentaram fechar um segundo portão da área, mas foram empurrados pelos invasores. Pouco antes do jogo começar, o clima continuava muito tenso no entorno do local, com a presença de milhares de torcedores chilenos sem ingresso, inconformados. A Polícia Militar chamou reforço para tentar conter novas invasões antes do início da partida, às 15h. Um grupo de cerca de 50 torcedores chilenos invadiu sala de imprensa do Maracanã, onde derrubaram uma parede provisória erguida para isolar o acesso à área interna. Uma torcedora com camisa do Chile machucou o braço quando um vidro foi quebrado. Depois, alguns dos invasores foram pegos por seguranças e colocados sentados em um canto do corredor do estádio. No total, a PM deteve 90 pessoas, todos com a camisa do Chile, já dentro do Maracanã. Um invasor que usava camisa branca conseguiu entrar no elevador junto à área de imprensa, fugindo da polícia. Alguns dos torcedores conseguiram correr até as arquibancadas, misturando-se ao público. Um outro rapaz, que vestia camisa do Chile, conseguiu fugir com uma câmera na mão, dizendo-se jornalista. Ele mostrou um crachá de imprensa, mas não uma credencial da Fifa - o que o autorizaria a ficar no local. Um PM o encaminhou para a fila, mas ele saiu calmamente andando. Quando perceberam, ele já estava fora da área isolada, misturado aos torcedores fora do estádio. Uma torcedora detida relatou à reportagem que o grupo não tinha conseguido entrar no estádio porque comprou entradas falsas vendidas por um brasileiro. Alguns dos torcedores também disseram aos jornalistas que estavam na porta e acabaram entrando juntos, mas que não haviam quebrado nenhum portão. Um deles tentou convencer um policial militar que só havia entrado para tirar fotos - acabou detido. Segundo o COL (Comitê Organizador Local), os chilenos se aglutinaram em frente a um portão de entrada de imprensa e pediram ajuda médica alegando que um torcedor estava passando mal. O pedido de socorro tinha como objetivo despistar a segurança para tornar mais fácil a invasão. A polícia demorou cerca de 20 minutos para chegar ao local da confusão. Após constatar o problema, a Fifa solicitou que a Polícia Militar reforçasse o efetivo nos portões de acesso à arena. Até então, a orientação dada pela Fifa, segundo a reportagem apurou, era de que os policiais não ficassem nos portões do estádio, deixando a guarda dos acessos com a empresa privada contratada para cuidar da segurança interna.

Edição EDIÇÃO 16962




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