ESPORTES
Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 20h:55
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LIBERTADORES
Tite destaca a maturidade do Boca
Treinador corintiano diz que nada esta ganho, que é preciso respeitar a força do adversário e pede a ajuda da fiel torcida
Consciente da importância de o Corinthians ter conseguido buscar o empate com o Boca Juniors na primeira partida da final da Copa Libertadores da América, o técnico Tite parabenizou os seus comandados pela atuação, mas não deixou de manter o discurso contra o clima de já ganhou. É a realidade, não gosto de ficar jogando uma conversa pro nosso lado. Está em aberto, são duas grandes equipes, maduras, que podem perfeitamente se enfrentar na Bombonera ou no Pacaembu. Experientes, com qualidade técnica a bola não queima no pé., declarou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, em Buenos Aires. O treinador falou sobre a mudança tática que precisou realizar dentro de campo para que o Corinthians superasse a forte marcação argentina, além de conseguir anular o capitão Riquelme. No primeiro tempo, nós neutralizamos o Boca e eles também nos neutralizaram. Toda bola com Emerson era marcação curta. Erramos muitos passes, o que não era o nosso normal. A mudança do Jorge trouxe uma mudança na característica. A transição veloz se perdeu, ficou mais lenta. Isso influenciou. Só consegui quando mexi no posicionamento do Alex e do Danilo, do Emerson e do Liedson, avaliou. De acordo com Tite, o resultado conquistado fora de casa foi mais um momento que pode ser utilizado como motivação para que a equipe consolide a forma de jogo, da mesma forma que a vitória contra o Santos. Motivação que deve influenciar também a torcida, a quem o treinador pede apoio na próxima quarta-feira, no estádio do Pacaembu. O torcedor que nos ajude para tirar de lado, não sermos surpreendidos. O Boca tem uma equipe muito madura, com seis jogadores com mais de 30 anos. Toda história contra brasileiros. Está com o pé muito no chão. A ambição e humildade continuam fortes para reconhecer o adversário, disse. Evitar pênaltis - Tite já adiantou sua estratégia para que a conquista do primeiro título da Libertadores para o Corinthians seja mais tranquila: evitar a qualquer custo que a decisão vá para os pênaltis. Diferentemente do restante da fase de mata-mata da competição, uma nova igualdade no jogo de volta, no estádio do Pacaembu, por qualquer placar, leva a partida para a prorrogação. Se nada mudar, a taça será decidida nas penalidades. Para mim, que tenha prorrogação, mais prorrogação e mais prorrogação. Eu não gosto de pênalti, marca muito o atleta, disse o treinador em entrevista coletiva ontem, ainda em Buenos Aires. Até as semifinais da Libertadores, o gol marcado fora de casa valia para definir quem seguia adiante na competição e não havia a prorrogação, era pênaltis direto. O regulamento, no entanto, acaba com a vantagem na final. Assim, um novo empate, seja por qualquer placar, leva ao tempo extra. Só ganhei uma (disputa de pênaltis). Vejo que é muito injusto com o atleta, com todo o trabalho realizado. Deveria ter outro critério, analisou o treinador. Tite também falou sobre o clima que espera para o jogo da próxima quarta-feira e pede que os torcedores apenas apoiem o time. Não vai trazer benefício nenhum, nem foguete, nem pedra. Sem clima de animosidade, eles vão treinar lá (Pacaembu). Deixa de lado e incentiva o nosso. Apoia dentro de campo. Resistimos bem, a equipe foi cascuda, disse. Reclamação - Como de costume, Tite não quis se aprofundar no assunto arbitragem, mas ainda assim falou que o lateral direito Facundo Roncaglia, autor do gol do Boca, deveria receber o segundo cartão amarelo após fazer falta em Emerson Sheik ainda no primeiro tempo. O Roncaglia era para ser expulso, para fazer uma afirmação bem clara. Ele não expulsou no lance porque o Boca é um time muito experiente, eles fecharam no árbitro e o Riquelme trouxe o cartão para ele, não vamos ser ingênuos. Talvez, se marcasse o pênalti, o Chicão fosse expulso, mas o mesmo Roncaglia, que fez o gol, era para ter sido expulso.