A classificação às oitavas de final e a chance de encerrar a primeira fase como o time de melhor campanha vai reforçar ainda mais o estilo de o Corinthians jogar na Libertadores da América. A estratégia é manter-se fiel à escalações e esquemas táticos mais defensivos nos jogos fora de casa. Empates ou até derrotas por pequena margem de gols serão festejados. Após a vitória de 2 a 0 sobre o Racing em Montevidéu, o técnico Mano Menezes já fazia suas previsões para a próxima fase do torneio. "Não podemos deixar para virar um resultado grande em casa", alertou. "Os adversários são experientes e saberão jogar no Pacaembu." Um exemplo dessa cautela é a formação que o técnico tem escalado Ele praticamente aboliu os esquema com três atacantes e passou a utilizar uma formação mais ofensiva apenas como uma alternativa. Uma opção para mudar o jogo é a entrada de Iarley ou Jorge Henrique ao lado de Ronaldo e Dentinho no ataque. As vitórias corintianas na Libertadores, sejam fora ou dentro casa, têm sido magras. Placares mínimos serão constantes, garante o treinador. Foi assim que o Corinthians chegou aos 13 pontos em cinco jogos no torneio. Também não preocupa o treinador fato de o time não mostrar um futebol "empolgante" ou "brilhante". "Somos um time competitivo", afirmou. O próximo passo é vencer o Independiente Medellín no último jogo da primeira fase, quinta-feira, no Pacaembu, e confirmar a melhor campanha entre os 32 times. É esse o objetivo do técnico Confirmar a classificação às oitavas em primeiro lugar geral será importante para Mano Menezes porque ele terá a chance de decidir em casas todos os mata-matas, da oitavas até a final. "Decidir diante do nosso torcedor é uma vantagem, só precisamos controlar essa ansiedade. O torcedor pode empurrar e aumentar a pressão." Mano tem evitado falar e favoritismo e chance de título. Também não quis falar sobre os possíveis cruzamentos na próxima fase - o Flamengo é um provável rival. "Não é hora de falar disso." RETROSPECTO FAVORÁVEL - O que pode contar a favor do Corinthians é o fato de seu treinador ser considerado copeiro e especialista em mata-mata. Nas campanhas da Copa do Brasil de 2008 e 2009, ele não perdeu uma partida em casa. E no título Paulista do ano passado, Mano também de seu bem contra São Paulo e Santos no Pacaembu.