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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010, 20h:07

COPA DE 2014

Teixeira não pressiona o Corinthians

Presidente da CBF disse que momento não é de pressão ao clube paulista e que abertura será menos no estádio de Itaquera

PAULO GALDIERI
DA Agência Estado - São Paulo, SP
Ricardo Teixeira mostrou bastante paciência, ontem, com a situação do projeto de construção do estádio do Corinthians. O presidente da CBF, que também preside o Comitê Organizador da Copa de 2014, deu a entender que mesmo que haja uma demora para que o estádio de Itaquera saia do papel, dificilmente ele deixará de ser a sede da abertura do Mundial do Brasil. "Vale lembrar que o processo do Morumbi foi demoradíssimo. Demorou um ano e meio antes que pedíssemos as garantias financeiras ao Morumbi. Este projeto de Itaquera tem só dois meses e só depois que terminar de ser analisado é que pediremos as garantias financeiras ao projeto", disse Teixeira. O cartola afirmou ainda não estar preocupado com atraso nas obras das sedes. Ele até se "esqueceu" do caso da paralisação do processo de licitação em Natal, que fez com que nenhuma construtora aparecesse na abertura dos envelopes para definir quem ficaria com a construção do estádio. Segundo a assessoria da CBF, a questão em Natal será resolvida numa reunião marcada pelo Comitê Local para esta semana. Teixeira disse que não há chance de haver diminuição ou mesmo a troca de sedes por causa de problemas de atraso. "Não será reduzido o número de sedes. Nós queremos que sejam 12 sedes e faremos em 12 sedes". Ele classificou as cidades de Manaus, Natal e Cuiabá como importantes por causa do apelo turístico, embora nenhuma delas fique num Estado que tenha futebol forte em nível nacional. CRÍTICAS - A participação da cidade de São Paulo na Copa do Mundo de 2014 continua causando polêmicas. Ontem, a troca de farpas entre Corinthians e São Paulo ganhou mais um capítulo durante um evento empresarial na capital paulista, que contou com a presença de Ricardo Teixeira. Durante o evento, o dirigente foi sabatinado por empresários de diferentes ramos do mercado, assim como por dirigentes esportivos. E o diretor jurídico do São Paulo, José Carlos Ferreira Alves, indagou o presidente da CBF sobre os possíveis problemas do projeto de estádio do Corinthians, em Itaquera. Entre os entraves estão o gasoduto da Petrobras que atravessa o local, as falhas no projeto arquitetônico e a liberação do uso comercial do estádio, uma vez que o terreno foi cedido pela prefeitura como comodato. Presente no evento, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, fez gestos de desaprovação após a pergunta. E Ricardo Teixeira, aproveitando a deixa, rebateu a diretoria do São Paulo. "O primeiro projeto (Morumbi) demorou um ano e meio e foi reprovado Este (Itaquera) tem dois meses e já está no terceiro estágio". De acordo com o presidente da CBF, existem cinco estágios para a aprovação de qualquer projeto para a construção de um estádio com homologação da Fifa à Copa do Mundo. O terceiro consiste na análise de viabilização do projeto. Mudanças propostas serão comunicadas ao Corinthians na quarta etapa. Se aprovado, o projeto passa ao último estágio, que é a garantia financeira - justamente a fase que barrou o Morumbi, no primeiro semestre deste ano.

Edição EDIÇÃO 16962




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