ESPORTES
Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012, 21h:01
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Técnico não critica a torcida
Mano Menezes tem consciência da pressão que vive no comando da Seleção. Principalmente às vésperas de um amistoso disputado em São Paulo, onde a torcida dá mostras de exigência. No treino e ontem à tarde, no Morumbi, o técnico foi chamado de burro por uma parte dos cerca de sete mil presentes no estádio. Neymar também foi xingado. O comportamento do torcedor brasileiro é esse que a gente viu no treino. Sempre teve um carinho pela Seleção Brasileira. Mas o fato de continuar apoiando em 90 minutos depende da gente. Não adianta baixar um decreto para nos apoiarem incondicionalmente. Temos de oferecer algo que os deixem motivados. Temos de assumir a nossa parte para os torcedores estarem ao nosso lado. É isso que vamos tentar fazer disse o treinador, em entrevista coletiva. Quando assumiu o comando da Seleção, em julho de 2010, Mano afirmou que a equipe precisava buscar a identidade com o torcedor. No entanto, até o momento, apenas quatro partidas foram disputadas em território nacional. O técnico fez questão de deixar claro que espera o apoio de todos para a caminhada até a Copa de 2014. O torcedor faz parte daquilo que nós temos de fazer até 2014. Não vamos conseguir fazer isso sozinhos. A tarefa é bastante grande, contamos com ele (torcedor). Temos de estar sempre fazendo a nossa parte, para que ele se sinta envolvido com a Seleção. Essas oportunidades (jogos no Brasil) são importantes. Queremos aproveitá-las da melhor maneira possível, afirmou. Apesar da pressão e das vaias, o técnico afirmou que o contato com os torcedores na rua tem sido positivo. Um fato, após a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, foi citado. De um modo geral o torcedor tem respeito, tem noção clara da dificuldade que estamos passando. Até de forma surpreendente. Fui cortar o pouco do cabelo que tenho, e me surpreendi. Estavam me dando parabéns pelos Jogos Olímpicos. Não estamos acostumados, temos culpa também porque não valorizamos a medalha de prata. O brasileiro normal, que trabalha, que sabe que é difícil construir algo, sabe o que está sendo feito, a maneira como tudo está sendo conduzido. Tenho tido respeito, não tenho nada a reclamar, nada de vocês (jornalistas), com pequenas exceções, logicamente (risos), concluiu.