Fracas campanhas, ameaça de disputar a repescagem e até de rebaixamento vem provocando a queda de vários técnicos no futebol mato-grossense. Semana passada caíram Eder Taques, no Grêmio de Jaciara, Joel Costa, no Juventude de Primavera do Leste, Cocão, no Barra do Garças que nem chegou a estrear e o técnico interino do Operário. Ontem foi a vez de Evandro Forte, no Sinop. Em Rondonópolis, o técnico do União Oscar Conrado vivia a situação de uma eminente situação. Passou reunido por mais de cinco horas com a diretoria do clube definindo seu futuro. Até o fechamento desta edição, às 20h a reunião não havia terminado e não se sabia se continuaria no cargo ou se seria demitido. A dança dos técnicos é intensa em um campeonato de nível baixo como o mato-grossense onde jogadores são contratados para uma rodada e dispensados na outra e onde os dirigentes não mostram planejamento para a disputa da competição. Isso aconteceu em Sinop ontem com Evandro Forte. A equipe do Nortão que se orgulha de já ter tido em seu plantel o goleiro Rogério Ceni, hoje titular absoluto da camisa 1 do São Paulo, vem fazendo uma campanha ridícula. Em sete jogos conquistou apenas 5 pontos e ostenta a última colocação do grupo A. Uma situação preocupante para quem sonha com o título. Por isso a decisão de demitir o técnico. A diretoria fala em contratar Eder Taques. O União também vive a mesma situação. Contratou jogadores de renome nacional como Elivelton e Zumbi e vem caindo de produção. Por isso Oscar Conrado foi chamado pela diretoria para uma reunião ontem. Durante o encontro falava-se da demissão do técnico, o que não foi confirmado até o encerramento desta edição.