ESPORTES
Terça-feira, 03 de Julho de 2007, 22h:09
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COPA AMÉRICA
Seleção joga para se classificar
O volante do Real Madrid, Júlio Baptista, foi confirmado como titular na partida desta noite diante do fraco Equador
LUÍS AUGUSTO MÔNACO
Da Agência Estado Puerto La Cruz, Venezuela
Não deu no jeito, vai na força. Depois de se decepcionar com o rendimento de Diego e Anderson no meio-de-campo, Dunga resolveu apostar na potência física de Júlio Baptista para tentar fazer o setor funcionar melhor no jogo de hoje, às 20h45 (de Mato Grosso), contra o Equador, em Puerto La Cruz. O Brasil precisa apenas de um empate para se classificar sem depender de outros resultados. Júlio Baptista agradou em cheio a Dunga por sua atuação no segundo tempo da partida contra o Chile. Em sua opinião, o time ganhou em dois aspectos: 1) Passou a ter uma referência para as bolas altas, algo que não existia com os baixinhos que jogavam do meio-de-campo para a frente no primeiro tempo; 2) Sua presença deixou Robinho mais livre para procurar o melhor espaço para explorar sua habilidade, o que acabou encontrando na ponta-direita. Dunga considera o Equador um time muito forte fisicamente, o que faz a balança pender mais para o lado de um tanque como Júlio Baptista, conhecido como "La Bestia" ("A besta") na Espanha, do que para Diego ou Anderson. "Não é questão de escalar um jogador por ser grande, mas é preciso levar em conta que não podemos ter desvantagem no aspecto físico." A entrada de Júlio Baptista faz supor que os lançamentos pelo alto serão muito utilizados caso o time não esteja conseguindo evoluir com a bola no chão. Ele tem porte para brigar com os defensores equatorianos e escorar de cabeça para Vágner Love ou Robinho. É uma solução simplista, mas é o que a seleção tem hoje. Na parte séria do treino de ontem à tarde - o final foi um dois-toques -, Dunga ensaiou muito o posicionamento da defesa e do ataque em cobranças de escanteio e também de faltas pelas laterais. E Júlio Baptista esteve sempre com o colete dos titulares. Ele é uma novidade certa no time, que pode ter outras por contar com sete jogadores pendurados com um cartão amarelo, mas a estrela não muda: Robinho. O craque do Real Madrid é o único capaz de inventar algo e de mostrar que o estilo brasileiro pode sobreviver mesmo numa Seleção tão árida quando o assunto é criatividade. É por seus pés, seus dribles e sua empatia com os torcedores venezuelanos que passam as melhores chances de o Brasil ter bons momentos cada vez que entra em campo. O Equador, adversário do Brasil hoje, não vive um bom momento e o clima não é dos melhores. O time foi derrotado na estréia pelo Chile por 3 a 2, e no segundo jogo pelo México por 2 a 1. O técnico Luis Fernando Suárez, que chegou falando em título, já disse que a Copa América de sua seleção "foi um fracasso". BRASIL Doni, Daniel Alves, Alex (Naldo), Juan e Gilberto (Kléber); Gilberto Silva, Mineiro (Josué), Elano e Júlio Baptista; Vágner Love e Robinho. EQUADOR Mora; De la Cruz, Hurtado, Espinoza e Reasco; Castillo Edwin Tenorio, Valência e Méndez; Benítez e Carlos Tenorio. Técnico: Luis Fernando Suárez. Árbitro - Sergio Pezzota (ARG) Horário - 20h45 (de Mato Grosso). Local - Estádio José Antonio Anzoátegui, em Puerto La Cruz (VEN).