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ESPORTES
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012, 20h:37

SUL-AMERICANA

São Paulo joga para ser o campeão

Depois do empate por 0 a 0 na partida de ida, o time paulista precisa apenas vencer em casa, para conquistar o título continental

Em 7 de dezembro de 2008, o São Paulo conquistou o Campeonato Brasileiro pela terceira vez consecutiva e entrou para a história. Naquele dia, nem o torcedor mais pessimista poderia imaginar que o clube estava dando início a um jejum de títulos. Às 20h45 de hoje, contra o Tigre (ARG), o Morumbi poderá ser o palco do fim da seca que dura exatamente quatro anos e cinco dias. Mais de 60 mil fanáticos vão preencher as arquibancadas do estádio e, para que terminem a noite festejando, basta que o Tricolor vença por qualquer placar. Os argentinos estão na mesma situação. Como o jogo de ida, quarta-feira passada, na Bombonera, terminou empatado por 0 a 0, uma nova igualdade provocará uma prorrogação de 30 minutos, seguida pela disputa por pênaltis caso necessário. A noite que pode ficar marcada por um título inédito na história do São Paulo também terá despedidas. Duas delas já estão confirmadas e são emblemáticas. Por um lado, Lucas, candidato a ídolo e já negociado com o Paris Saint-Germain (FRA), não se cansa de dizer que quer deixar uma taça de presente para o clube que o revelou. Enquanto isso, Willian José, que nunca caiu nas graças da torcida e já sabe que não terá o contrato renovado, será o substituto de Luis Fabiano, expulso no jogo de ida, e aparece como candidato a marcar o gol do título. “Caso não venha o título, vai ser muito triste, vai ser desastroso. Mas penso positivo, que vou ganhar. Como sempre falei: quero deixar meu nome marcado na história do São Paulo, deixar meu quadro aqui no CT, voltar um dia e as pessoas lembrarem de mim”, disse Lucas, em uma emocionada entrevista coletiva de despedida, ontem. Para evitar que a zebra passeie, a equipe precisará controlar melhor os nervos. No jogo de ida, os argentinos distribuíram pontapés, provocaram e conseguiram o que queriam: desestabilizar o São Paulo. Os brasileiros começaram jogando bem, mas a expulsão de Luis Fabiano, logo aos 13 minutos, prejudicou. Repetir o erro é terminantemente proibido. E vale até se inspirar em um rival para ter a cabeça no lugar. “O exemplo do Emerson é prático. É um exemplo interessante, como no último jogo tem alguns exemplos que a gente vai editar e mostrar para os atletas. Todos esses exemplos a gente tem que levar para o jogo”, declarou Ney Franco, citando o atacante do Corinthians, que tirou o zagueiro Caruzzo do sério na final da Libertadores, contra o Boca Juniors (ARG). No lance que gerou a expulsão de Luis Fabiano, o zagueiro Donatti também recebeu cartão vermelho. Erik Godoy, jovem defensor de 19 anos, que disputou apenas duas partidas pela equipe principal do Tigre, é o favorito para substituí-lo na grande final. Donatti viajou ao Brasil, mas apenas para dar força aos colegas. “Me doeu a expulsão, mas já no vestiário disse que queria estar no Brasil. Temos que apoiar quem estará em campo”, disse. O técnico Néstor Gorosito não deve fazer outras modificações na equipe. SÃO PAULO Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Willian José. Técnico: Ney Franco. TIGRE Albil; Paparatto, Echeverría, Godoy e Orban; Ferreira, Galmarini, Díaz e Leone; Botta e Maggiolo. Técnico: Néstor Gorosito Local: Morumbi, São Paulo (SP) Horário: 20h45 Árbitro: Enrique Osses (CHI) Assistentes: Francisco Mondria (CHI) e Carlos Astroza (CHI)

Edição EDIÇÃO 16961




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