ESPORTES
Sábado, 22 de Novembro de 2008, 11h:06
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SÉRIE A
São Paulo faz jogo-chave para o título
Uma vitória diante do Vasco, em São Januário, pode deixar o time paulista muito perto da conquista do tricampeonato nacional
Há algumas rodadas, todos no São Paulo já anteviam que o jogo contra o Vasco, hoje, às 16 horas, no Rio, seria crucial para as pretensões de título dos paulistas. Um adversário acossado pelo rebaixamento, nesta reta final da competição, torna-se mais perigoso. O que era apenas uma partida complicada deve tomar ainda mais tons de apreensão e nervosismo depois da "guerra de declarações" travada entre dirigentes, jogadores e técnicos das duas equipes durante a semana - o técnico Muricy Ramalho questionou a segurança do estádio vascaíno. Foi dada a faísca para o domingo pegar fogo de vez para os lados de São Januário. O vitorioso no confronto ganhará ânimo. Perder é que são elas. Os paulistas correriam o risco de deixar de depender apenas de si para conquistar o título, enquanto os cariocas colocariam os pés na Série B. Daí a dramaticidade que cerca o confronto. Dirigentes, técnicos e atletas foram espertos o suficiente para vislumbrar as dificuldades que podem se avizinhar em caso de derrota. Durante a semana, as equipes usaram os artifícios que podiam para tentar pressionar o adversário. Os são-paulinos mostraram preocupação com o ambiente em São Januário. Os cariocas retrucaram, disseram que o time do Morumbi tem responsabilidade sobre ânimos exaltados em campo neste domingo. No campo, Muricy não terá o zagueiro Rodrigo, suspenso, e o volante-ala-zagueiro Zé Luís, com dores no joelho. Anderson permanece na defesa, enquanto Joílson ocupa mais uma vez a ala- direita. Pelo lado do Vasco, a incógnita atende pelo nome de Edmundo. Renato não confirmou sua escalação. Mas os são-paulinos respeitam muito a qualidade do veterano atacante. "Ele é decisivo", admitiu Muricy. "Tem muita experiência e técnica. É um diferencial para o Vasco". O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, prometeu que o São Paulo será muito bem recebido. No que diz respeito à diplomacia, pode até ser verdade, mas a realidade é que os líderes da competição devem encontrar clima hostil e tenso. VASCO Rafael; Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Odvan (Edmundo); Wagner Diniz, Jonilson, Mateus, Edu e Madson; Alex Teixeira e Leandro Amaral. Técnico: Renato Gaúcho. SÃO PAULO Rogério Ceni; André Dias, Anderson e Miranda; Joílson, Jean, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Borges e Dagoberto Técnico: Muricy Ramalho.