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Segunda-feira, 09 de Agosto de 2010, 19h:10

SEM TÉCNICO

São Paulo diz não ter pressa

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - São Paulo, SP
Silas está livre e agrada a parte da diretoria do São Paulo. O difícil é convencer o presidente Juvenal Juvêncio. Ele avalia que não é o momento de fazer uma experiência. E o ex-treinador do Grêmio é visto assim pelo mandatário. Juvenal quer um treinador de currículo. Aí, o problema é outro. Não há nenhum com esse perfil dando sopa no mercado. O primeiro da lista do presidente é Abel Braga. A multa para tirá-lo do Al-Jazira, dos Emirados Árabes, no entanto, é proibitiva: US$ 2 milhões (R$ 3,7 milhões). O próprio técnico, que tem contrato até maio de 2011, disse que "não acha certo que os clubes paguem multa de treinador" e que seria muito mais fácil tirá-lo de lá em dezembro. Neste momento, segundo Abel Braga, é "muito difícil" voltar ao Brasil. A situação cabe também para Paulo Autuori. Campeão da Libertadores e do Mundial da Fifa pelo São Paulo em 2005, ele tem contrato com o Al-Rayyan, do Catar, e com multa rescisória. A terceira opção seria Vanderlei Luxemburgo, mas ele tem contrato com o Atlético Mineiro e disse que não vai deixar o Galo neste momento. Mas, se for demitido - os mineiros estão na zona de rebaixamento -, o cenário muda completamente. Até Juvenal, que antes dizia ser impossível o treinador trabalhar no São Paulo, mudou o discurso e ontem afirmou "que se Luxemburgo for apenas técnico" não vê um motivo para não pensar em contratá-lo. A verdade é há uma dificuldade enorme para encontrar um substituto para Ricardo Gomes. Juvenal já admite manter Milton Cruz por mais tempo e, quem sabe, até o final do ano, como ocorreu com Roberto Rojas em 2003. O problema é que o auxiliar não quer ser efetivado.

Edição EDIÇÃO 16967




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