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ESPORTES
Quinta-feira, 04 de Março de 2010, 22h:32

São-paulinos culpam mudanças constantes por fase irregular

GIULIANDER CARPES
Da Agência Estado – São Paulo
Os jogadores do São Paulo reconhecem algo que a torcida questiona com mais veemência desde o empate por 0 a 0 com o Oeste na quarta-feira: o time ainda não mostrou um futebol convincente. Os são-paulinos assumem que parte da responsabilidade é do plantel, formado por muitos jogadores consagrados. Mas também não eximem a comissão técnica de culpa. Os próprios atletas sabem da necessidade de poupar algumas peças em certas partidas do Campeonato Paulista. Estão, porém, confusos. Não têm noção, ainda, de que posição serão utilizados. Atuam na lateral numa quarta-feira, na ala no domingo e no meio-campo no meio de semana seguinte. Fica difícil encontrar o entrosamento e, consequentemente, os resultados não aparecem. "O ideal é ser mantido na mesma posição e ter uma sequência. Aí o jogador vai se habituando e o rendimento melhora", considera Jorge Wagner. O meia já foi utilizado nas três posições nestes primeiros 14 jogos da temporada, assim como seu companheiro de meio-campo Jean. Aliás, foram poucos os jogadores que não mudaram de posição pelo menos uma vez. Não há só um titular e um reserva para cada função. Às vezes até seis atletas são utilizados. É o caso da lateral-direita. Por lá já passaram Jean, David (que foi emprestado para o Rio Claro), Renato Silva, Cicinho e Alex Silva Quem será, no fim, o titular? Ninguém sabe bem ao certo. Ricardo Gomes, no entanto, promete finalmente escalar o seu "time ideal" contra a Ponte Preta, domingo. "Não é difícil saber a equipe não, está fácil", defende-se o treinador. Ele não poderá, contudo, utilizar o zagueiro Miranda, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Edição EDIÇÃO 16967




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