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ESPORTES
Segunda-feira, 05 de Abril de 2010, 20h:37

Santos quer brilhar nas finais

SANCHES FILHO
Da Agência Estado – Santos, SP
Santos, SP Time da moda, coqueluche e máquina de fazer gols são alguns dos rótulos que o Santos recebeu pelo brilhante futebol mostrado nas 18 rodadas do Campeonato Paulista e nas duas primeiras fases da Copa do Brasil. A nova geração dos "Meninos da Vila" tem superado todos os tipos de desafios e justificado os elogios que surgem de todas as partes. Mas como vai se comportar o jovem time de Dorival Júnior a partir de domingo, quando começará um novo Campeonato Paulista, aquele que vai apontar o campeão? "Se Roberto Carlos disse que quer o Santos como adversário do Corinthians nas semifinais, tudo bem. Vamos esperar pelo desfecho da competição", retrucou o sempre comedido Dorival Júnior, domingo à noite, após a vitória contra o São Caetano, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Parece soberba, mas não é. Dorival Júnior jamais imaginou, ao trocar São Januário pela Vila Belmiro, que iria obter sucesso tão grande em tão pouco tempo e agora até precisa se "policiar" para conter a empolgação. "Esse é um grupo de valor. Além disso, houve encaixe na montagem do time", sintetizou o treinador. "Se houve alguns erros lá atrás, foram tomadas as providências e hoje o time respeita os adversários, joga com seriedade e sempre em busca do gol. Isso tudo acontece porque aqui se trabalha sério, num ambiente de alegria." Com poucas alterações, esse Santos empolgante é o mesmo que teve pífio desempenho no Campeonato Brasileiro do ano passado, terminando em 12º lugar, tendo chegado a correr risco de ser rebaixado para a Série B. O mérito de Dorival Júnior foi acreditar nos jovens talentos e ter encontrado os reforços certos para algumas posições. Marquinhos completa Paulo Henrique Ganso e Wesley preenche os espaços entre meio-de-campo e ataque O restante foi acontecendo naturalmente. Neymar, um dos maiores destaques do primeiro trimestre, a ponto de ter a convocação para a Copa da África defendida pela mídia, era chamado de "Filé de Borboleta" pelo ex-técnico Vanderlei Luxemburgo no segundo semestre de 2009. Paulo Henrique Ganso era apontado como um meia canhoto de habilidade, mas que ainda estava em formação. E André entrava nos minutos finais de alguns jogos sem ser notado. Bastou pouco mais de um mês de trabalho de Dorival Júnior para que o trio começasse a se firmar. O treinador também conseguiu livrar o Santos da dependência de um único artilheiro. A saída de Kléber Pereira, a princípio, parecia um enorme problema, mas na verdade foi solução. Agora, os gols do time estão divididos entre vários jogadores. Em alguns momentos, como contra o Mirassol, chegou-se a temer que a equipe tivesse uma queda de produção em razão dos desfalques de Ganso e Neymar (forçaram o terceiro amarelo na goleada de 6 a 3 diante do Bragantino para ter presença assegurada contra o Corinthians, duas rodadas depois), porém, mais uma vez a resposta do conjunto foi positiva. Mesmo com Robinho, bem marcado, tendo atuação discreta, o Santos ganhou por 2 a 1, superando as dificuldades que encontrou para tocar a bola, sua principal característica, no campo castigado pelas chuvas. No dia 21 do mês passado, o Santos voltou a fazer muito mais do que se esperava ao golear o Ituano por 9 a 1, no Pacaembu. Mesmo sem poder contar os seus dois principais atacantes: Neymar (cumpriu suspensão pela expulsão contra o Palmeiras) e Robinho, machucado. Foram três gols de André, dois de Paulo Henrique Ganso, dois de Marquinhos, um de Maikon Leite e outro de Zé Eduardo, confirmando a vocação ofensiva de um time em que a maioria dos jogadores está pronta para decidir partidas e que agora vai começar a encarar o maior dos desafios, o de ser campeão.

Edição EDIÇÃO 16968




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