O favoritismo espanhol na Copa do Mundo da África do Sul não assusta os chilenos para a partida de amanhã, em Pretória, que valerá uma vaga para a próxima fase. O atacante Alexis Sánchez já antecipou que os sul- americanos não mudarão seu estilo e, assim, continuarão apresentando um futebol ofensivo. "É um adversário muito difícil, mas sei que podemos ganhar", garantiu o atacante que atua na Udinese. "Assim, devemos jogar como sempre, atacando", completou. "Como disse o treinador (Marcelo Bielsa), o importante é criar a jogada e aproveitar a oportunidade. Agora, só queremos ganhar da Espanha e avançar às oitavas de final", acrescentou o chileno, minimizando as faltas sofridas contra Honduras e Suíça. "Todos os atacantes estão sujeitos a isso". MOTIVAÇÃO EXTRA - O capitão Claudio Bravo disse que uma bandeira resgatada no terremoto que atingiu o Chile em fevereiro último é uma fonte de inspiração para os chilenos que disputam o Mundial. Ela foi trazida do Chile rasgada e suja, e agora tremula fora da concentração da equipe em Ingwenyama, um complexo perto de Nelspruit. "Está em nossas mentes o que aconteceu naquela catástrofe. Acho que a bandeira foi trazida por esse motivo", disse Bravo. "É uma coisa muito importante para nós e tomamos isso como uma motivação grande", completou o goleiro. Apesar de ganhar as suas duas primeiras partidas na Copa do Mundo, o Chile ainda precisa de pelo menos um empate contra a Espanha, amanhã, em seu último jogo pelo Grupo H, para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, sem depender do resultado do confronto entre Honduras e Suíça.