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ESPORTES
Sexta-feira, 31 de Julho de 2015, 20h:07

VASCO

Roth acredita na reação de sua equipe

Cruz-Maltino vai enfrentar em sequência cinco adversários diretos na luta contra o rebaixamento: Joinville, Santos, Coritiba, Goiás e Figueirense

O Vasco vive um momento delicado no Campeonato Brasileiro. Com apenas 12 pontos ganhos, está há 13 rodadas no Z-4. São dez derrotas em 16 jogos e o pior saldo de gols de todas as divisões da competição nacional: -21. Mas a hora de mostrar poder de reação pode estar perto. Nas próximas cinco rodadas, o Cruz-Maltino vai enfrentar apenas adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Contra Joinville, Santos, Coritiba, Goiás e Figueirense, mais do que nunca, somente a vitória interessa. Depois da derrota por 3 a 0 para o Corinthians na última quarta, o Vasco terá nove dias para se preparar para a primeira das cinco ''decisões''. O jogo contra o lanterna Joinville será apenas no dia 9 de agosto, às 10h, no Maracanã. Depois a sequência segue com Santos (15º) na Vila Belmiro, Coritiba (19º) em casa, Goiás (17º) no Serra Dourada e termina diante do Figueirense (16º) no Rio. “Teremos alguns dias para treinar e tentar reverter essa situação. Não adianta ficar falando muita coisa, o momento é difícil demais. Temos que trabalhar para reverter esse quadro o mais rapidamente possível”, afirmou o zagueiro Luan no desembarque da última quinta-feira. Em entrevista ao site oficial do Vasco, o defensor de 22 anos tratou a sequência decisiva como cinco ''finais''. Dos nove dias até o jogo contra o Joinville, em pelo menos quatro deles o elenco cruz-maltino deve treinar na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Urca. Ontem, a atividade foi realizada lá. “São confrontos diretos e são cinco finais para nós. Temos que pensar jogo a jogo. Não podemos pensar em tudo ao mesmo tempo, temos que ir por etapas. Vamos focar no Joinville, que é um jogo muito difícil. Nesses dias teremos treinamentos que serão essenciais para fazermos bons jogos e conseguir uma sequência muito boa para subirmos na tabela - disse. Derrota jurídica - O Vasco recebeu, na manhã de ontem, uma notícia que pode prejudicar os cofres do clube. A juíza Debora Maria Barbosa Sarmento, da 7ª vara cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) restabeleceu a penhora que havia sido revogada, em março deste ano, no processo do ex-jogador de vôlei Fernandão, que cobra R$ 6.343.872,78 por ter intermediado o patrocínio da Eletrobrás, no início da gestão Roberto Dinamite. Com correções, o valor pode chegar a R$ 10 milhões. Desta vez, porém, as penhoras foram estendidas para as cotas de TV - antes era apenas de Caixa Econômica Federal (patrocinador master), Ferj e CBF. Sendo assim, 10% da verba que vem destes quatro está temporariamente bloqueada. O departamento jurídico do clube já corre para entrar com um recurso para revogar as penhoras e retomar a decisão do fim de março, quando o processo foi julgado como extinto. O restabelecimento da penhora, aliás, foi objeto de recurso pendente no julgamento. “O processo restabeleceu uma penhora que foi anulada em um julgamento de um juiz anterior, que o julgou extinto. A diferença é que nessa última decisão a juíza também estendeu a penhora para as cotas de TV, o que não significa que seja uma decisão final, pois recorreremos na segunda, haja visto que a juíza não detém competência para tal”, disse o diretor jurídico do Vasco, Leonardo Rodrigues. O advogado de Fernandão no processo é Alan Belaciano, que foi membro ativo da chapa "Sempre Vasco", do candidato Julio Brant, segundo colocado na eleição presidencial do Vasco no ano passado. A defesa de Alan neste processo foi alvo de críticas dos demais candidatos durante o pleito. ENTENDA O CASO - Em 2009, a empresa de Fernandão, a Soccer Media, foi contratada pelo Vasco para intermediar o contrato com a Eletrobrás, que foi patrocinadora master do clube entre 2010 e 2013. Como forma de pagamento, o então presidente Roberto Dinamite acertou uma comissão de 1,25% para a empresa em cada parcela paga pela Eletrobrás. O acordo, porém, não foi cumprido. Assim, Fernandão, um dos fundadores do Movimento Unido Vascaíno (MUV), que apoiou Dinamite e foi opositor ferrenho a Eurico no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, acionou a Justiça em maio de 2013 cobrando R$ 6.343.872,78.

Edição EDIÇÃO 16968




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