ESPORTES
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 23h:07
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CORINTHIANS
Ronaldo conquista companheiros pelo humor e poder de decisão
MARCEL RIZZO
Da Agência Estado São Paulo
Ronaldo é jogador que decide. Sempre foi. Pode demorar cinco jogos para marcar um golzinho, como aconteceu quarta-feira em Assunção - seu maior jejum no Corinthians desde que chegou. Mas a confiança do elenco em seu principal jogador é enorme e explica por que Mano Menezes o considera intocável, mesmo estando acima do peso. Ele é respeitado, primeiro, por tudo o que já fez na carreira e pelo que conquistou no Corinthians em 2009 - foi o artilheiro da temporada, com 24 gols, e decisivo nos títulos paulista e da Copa do Brasil. Segundo, porque é querido no grupo. Se o Fenômeno parece marrento para quem o vê de fora, dentro do vestiário ele é o mais brincalhão de todos. E os boleiros adoram isso. "O Ronaldo é um cara que respeita todo mundo, trata a todos de forma igual. Quando cheguei, ano passado, até pensei que fosse encontrar um cara mais reservado, mas não foi nada disso", conta Jucilei, de passagens por clubes pequenos, como o Corinthians do Paraná. É BOLA PARA O PRESIDENTE - A maneira como o Corinthians joga quando Ronaldo está em campo é diferente. Mano admite que todos os jogadores que pegam a bola no meio de campo, instintivamente, levantam a cabeça e procuram o Ronaldo. Foi assim, por exemplo, domingo passado, diante do Santo André. Quando sente que não vai ter sucesso em jogadas individuais, o atacante passa a atuar de armador. E como é procurado pelos companheiros, recebe muitas bolas e retribui servindo os colegas "O passe foi preciso para que o chute saísse forte. Com o Ronaldo sempre foi assim, ele não tem vaidade de só ele marcar gol", diz o amigo Roberto Carlos, que recebeu dos pés do Fenômeno bola limpa para fazer seu primeiro gol pelo Corinthians, justamente contra o Santo André, em Barueri. A diretoria se gaba de ter em Ronaldo uma fonte sem limites para conseguir patrocinadores - só em 2010 foram R$ 45 milhões -, mas também o vê como referência para os mais jovens do elenco. "Com ele em campo nos sentimos mais seguros. Pode vir um conselho na hora certa e uma joga genial logo na sequência. Ele é o diferencial", afirma Dentinho, adotado pelo camisa 9 como filho, que também recebe puxões de orelha.