ESPORTES
Sábado, 06 de Setembro de 2008, 10h:19
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ELIMINATÓRIAS
Ronaldinho diz que seleção não tem medo
Principal astro da seleção brasileira, Ronaldinho avista que o time está unido e pronto para vencer
SÍLVIO BARSETTI
Da Agência Estado Santiago, Chile
Poucos dias depois de sua segunda tentativa, em vão, de ganhar a medalha de ouro com a seleção olímpica, Ronaldinho Gaúcho ainda não escondia um certo abatimento. Sorriso contido, cabisbaixo algumas vezes, só começou a esboçar uma reação quando Robinho se juntou ao grupo na Granja Comary, em Teresópolis. Nesta entrevista exclusiva à Agência Estado, Ronaldinho Gaúcho quis deixar para trás a experiência em Pequim. Ele fala de sua expectativa para o jogo deste domingo contra o Chile. Afirma que o Brasil, por sua tradição no futebol, não pode ter medo do adversário e garante que luta não faltará à equipe. Agência Estado - Na frente do Brasil nas Eliminatórias, o Chile joga em casa, com o apoio de sua torcida e animado com um prêmio extra por vitória hoje (domingo). Tudo isso mexe com os nervos dos brasileiros? Ronaldinho Gaúcho - Não temos medo do Chile. A seleção brasileira, por sua história, não pode temer ninguém. Respeitamos o adversário, mas não temos medo. Vamos para o Estádio Nacional para vencer e subir na tabela de classificação. AE - Pela tradição, o Brasil é favorito contra o Chile? Ronaldinho - Não há favorito, pelas circunstâncias do jogo. Mas essa questão não nos interessa. O que temos de fazer é jogar bem e vencer os dois jogos (o outro é contra a Bolívia, na quarta-feira, no Rio) para acalmar a situação. AE - Por que as Eliminatórias são tão sofridas para o Brasil? Ronaldinho - Todos se preparam muito bem para enfrentar a nossa seleção. É um acontecimento na América do Sul um jogo contra o Brasil. O importante é que sempre estivemos nos Mundiais e que em 1994 e em 2002 também tivemos problemas sérios nas Eliminatórias, mas acabamos conquistando o título. AE - A pressão pela vitória, da forma como se apresenta, até com manifestação pública do presidente da República, não influencia o desempenho da equipe?