ESPORTES
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009, 07h:41
A
A
SÃO PAULO
Rogério reencontra a sua maior vítima
O goleiro tricolor gosta de deixar a sua marca de excelente cobrador de faltas diante do Palmeiras e espera marcar no domingo
MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado São Paulo
Rogério Ceni não sente a emoção de marcar um gol há 313 dias. O goleiro do São Paulo diz nem lembrar contra quem foi. Mas os palmeirenses não esquecem. Foi no empate por 2 a 2, dia 19 de outubro, no clássico disputado no Palestra Itália, válido pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. Aquele foi o sétimo gol marcado por ele contra o Palmeiras, a sua maior vítima, justamente o rival são-paulino do próximo domingo, no Morumbi. O Palmeiras levou 8,4% dos gols marcados por Rogério Ceni na carreira - do total de 83, são sete contra o rival. Outro detalhe: desde que marcou a primeira vez, em 1997, contra o União São João, o goleiro não passou um ano sem balançar as redes. Mas ele minimiza o fato de reencontrar agora a sua maior vítima. "É coincidência, nem lembrava que o último gol que fiz foi contra o Palmeiras", afirmou Rogério Ceni. "Você faz gols quando oportunidades aparecem, se o pé estiver calibrado, independentemente contra quem seja." Até agora, Rogério Ceni não teve muita chance de ajudar o ataque nesta temporada. Antes de ele se machucar em 13 de abril e ficar quatro meses sem jogar, o São Paulo não havia tido nenhum pênalti a favor. E não teve sucesso nas faltas próximas da área. Desde que voltou a jogar, o goleiro teve apenas uma chance de marcar. Foi na derrota para o Atlético-PR por 1 a 0, no último domingo, em Curitiba. Ele arriscou uma cobrança ainda no primeiro tempo, mas mandou a bola sobre o gol de Galatto. Apesar de minimizar o jejum de gols, o goleiro continua trabalhando forte para acertar o pé. E se diz totalmente recuperado da contusão. "Estou ótimo, zero de problema. Vou de uma vez", garantiu Rogério Ceni. Independente de quem fizer o gol, Rogério Ceni sabe que é fundamental derrotar o Palmeiras no clássico de domingo. Afinal, o rival lidera o Brasileirão, com quatro pontos de vantagem sobre o São Paulo. "Tem que ter espírito de final, mas não é o jogo da vida. Se depois de 900 jogos eu falar que chegou o jogo da vida, estarei morto. Não vamos morrer se não vencermos. Mas claro que é importante fazer cair a diferença na tabela, temos que aproveitar essa chance", discursou Rogério Ceni. Ele, inclusive, lembrou do confronto do ano passado, quando São Paulo e Palmeiras jogaram no Palestra Itália. Na ocasião, a vantagem palmeirense era de dois pontos. E o empate não mudou muita coisa. "Agora são quatro pontos e vamos tentar diminuir. Joguei alguns São Paulo x Palmeiras, não sei quantos, uns 30, 40, 50. É sempre um jogo bacana, especial, porque mobiliza uma metrópole como São Paulo, não é uma cidade qualquer", afirmou o goleiro. "Será um jogo de muita marcação, não tem como ser diferente porque os dois times têm jogadores fortes no meio-campo. Será um jogo firme, forte, mas tem que ser na bola, para que não se incite a violência no estádio", finalizou o goleiro e capitão são-paulino.