Ricardo Oliveira ainda tem a final de 2006 entalada
Claro que Ricardo Gomes não iria se arriscar com um jogador sem condições, mas o comportamento de Ricardo Oliveira foi fundamental para o treinador decidir levá-lo para o primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Internacional. O atacante, que foi apresentado oficialmente ontem e usará o número 19 do torneio - foi inscrito no lugar de Henrique -, afirmou que até hoje não se conforma em ter ficado fora da decisão da Libertadores de 2006. À época, o Betis não aceitou renovar o empréstimo com o São Paulo para ele entrar em campo justamente contra o Internacional. A atitude foi motivada pela diretoria do clube gaúcho, que deu prioridade aos espanhóis na compra de Jorge Wagner e Rafael Sobis. Coincidentemente, logo depois da final, os dois foram jogar na Espanha. "Não tenho mágoa. Fiquei chateado porque era uma grande chance de conquistar, ou pelo menos tentar conquistar o título da Libertadores, e não me deixaram jogar. Não digo mágoa, mas sim oportunidade. Hoje tenho que aproveitar da melhor forma", disse o atacante, que revelou estar com o rival entalado na garganta "São coisas importantes que me motivam ainda mais para o jogo." Há cinco meses sem jogar, Ricardo Oliveira, que está recuperado de uma cirurgia no joelho, será opção para o segundo tempo. Ele não tem condições físicas para suportar os 90 minutos. "Não vai sair jogando, mas é uma excelente opção, tem condição de jogar meia hora ou 20 minutos", disse Ricardo Gomes. O atacante concorda. "Se o treinador disse que existe essa chance é porque viu como me comportei nos treinos. Evoluí muito no trabalho com bola e em simulações de lances de jogo", afirmou "Nesse momento não existe dor, não existe parte física, mas sim muita vontade." Ele prevê uma rápida adaptação ao time. Até porque, Ricardo Oliveira fez boa parte do tratamento no Reffis. "Já fiz três treinamentos em situações reais de jogo com o grupo. Mas a forma de jogar do time eu sei perfeitamente, não vai ter problema nenhum se eu entrar."