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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013, 22h:29

CORINTHIANS

Pato desembarca em silêncio

A derrota para o modesto Luverdense, por 1 a 0, e as mais de seis horas de viagem não agradaram ao atacante Alexandre Pato, que teve cara de poucos amigos durante o desembarque do Corinthians no vazio Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP),ontem . Titular durante o tropeço no pequeno Passo das Emas, onde foi vaiado pela torcida, Pato ignorou as perguntas da imprensa e caminhou rapidamente até o ônibus que levou a delegação ao CT Joaquim Grava – lá, apenas os que não foram relacionados treinarão ontem. Pato só teve chance de começar jogando porque Emerson Sheik, polêmico nesta semana, foi barrado por motivos “técnico e disciplinar”, como explicou Tite antes do jogo contra o Luverdense. O camisa número 7 foi irregular novamente e acabou sendo substituído no segundo tempo. Os demais jogadores demonstraram muito cansaço pela jornada de Lucas do Rio Verde, no centro do Mato Grosso, até a capital paulista. Tite foi outro que apresentou semblante de abatido. O treinador havia admitido a má atuação dos seus comandados na ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Pregando calma - Bastante pressionados após a derrota por 1 a 0 para o Luverdense, os jogadores do Corinthians e o técnico Tite procuraram manter a calma. Todos disseram que virar o jogo nas oitavas de final da Copa do Brasil passa por mostrar equilíbrio emocional, algo que ameaçaram perder quando a palavra “vergonha” foi usada. “Vergonhoso é muito forte, não é, irmão?”, irritou-se o lateral direito Alessandro. “Vergonha é ter falta de respeito, falta de vontade. Isso a gente não aceita. Foi uma má atuação. Saímos sabendo que podemos jogar mais e temos que jogar mais. É preciso ter calma quando se vence e quando se perde”, concordou o treinador. De volta a São Paulo, a equipe alvinegra embarcará no sábado a Brasília, onde enfrentará o Vasco no domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Três dias depois, acontecerá o confronto de volta com o Luverdense, no qual o campeão mundial precisa ganhar por dois gols de diferença ou devolver o 1 a 0 e tentar a classificação nos pênaltis. “O Pacaembu é a nossa casa. Lá, o campo é bom. A gente sabia que o primeiro jogo não seria fácil, era o jogo da vida deles. O que precisamos fazer agora é ter tranquilidade para atuar bem dentro da nossa casa e avançar na competição”, pediu o meio-campista Danilo. Apesar da marcha lenta no Estádio Passo das Emas, alguns dos atletas mostraram os brios eriçados com a derrota, ao longo da qual chegaram a ouvir gritos de “olé”. “É fácil dizer que a gente não jogou nada, tudo bem. Mas tem o jogo de volta, vamos esperar”, recomendou Alessandro.

Edição EDIÇÃO 16962




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