ESPORTES
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010, 22h:30
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Parreira descarta o convite
VÍTOR MARQUES
Da Agência Estado - São Paulo, SP
Com a negativa de Carlos Alberto Parreira em assumir o Corinthians na reta final do Campeonato Brasileiro, aumentam as chances de o interino Fábio Carille, respaldado pelos principais jogadores do elenco, continuar à frente da equipe. Essa é uma possibilidade considerada arriscada até pela diretoria, mas que se tornou a mais viável neste momento, tendo em vista que Parreira disse oficialmente um "não" e outros treinadores também recusaram sair de seus clubes. "Deixei bem claro que não recusei o Corinthians. É questão de poder ou não poder. E, neste momento, não posso. Prometi à minha família que não trabalharei até dezembro. Morei sozinho na África do Sul, deixei a família e questões pessoais de lado por muito tempo. E preciso dedicar este período a eles", afirmou o treinador a versão eletrônica do jornal "O Globo". Sem opções no mercado, a diretoria pode apostar em Carille, como fez com Márcio Bittencourt em 2005, embora na reta final tenha trocado o interino por Antônio Lopes mesmo com a equipe em primeiro lugar no Brasileiro. Apesar da inexperiência (jamais dirigiu um clube), Carille tem o apoio dos líderes do elenco: William, o capitão, e jogadores como Ronaldo, Roberto Carlos, Chicão e Alessandro. Numa demonstração de união, todos eles prometeram ajudar ao máximo Carille, que tem um auxiliar que também foi jogador, Mauro Van Basten, ponta do Corinthians no título Brasileiro de 1990. Mas com todo técnico interino, ele precisa de resultados imediatos para se manter no comando. Estrearia ontem dirigindo a equipe contra o Vasco e deve comandar o time domingo diante do Guarani, quando já pretendo contar com Ronaldo. Com todos os problemas que envolveram a saída de Adílson Batista e queda de produção da equipe, a diretoria até já não vê como o fim do mundo a perda do título Brasileiro. "Quem chegar agora não será herói nem vilão", disse Andrés Sanchez, que nesta quarta-feira ainda negava, por meio de nota oficial, que não procurou nenhum treinador para assumir o Corinthians. Mas ele exige pelo menos a vaga para a Libertadores de 2011, quando espera, enfim, ter um técnico de ponta. E que pode ser Parreira, que deu a entender que pode conversar com o clube em dezembro. Se o começo de Carille não for bom, Andrés tentará tirar treinador de algum clube para agora.