Palmeiras e Corinthians fizeram um acordo de cavalheiros na semifinal do Paulista e contaram com o apoio do Ministério Público (MP) para escolher o Pacaembu como palco do clássico de domingo, às 15h. O Morumbi, do inimigo São Paulo, sequer foi cogitado.Os clubes agiram como aliados que são na política do futebol. O Palmeiras convenceu seu departamento de futebol a usar o estádio municipal. Por outro lado, deixou de lado o acordo pré-existente entre as equipes de oferecer à torcida visitante o tobogã no dérbi. A solicitação técnica do Ministério Público foi para darmos 5% da carga ao Corinthians, já que a violência nesse caso tende a aumentar, alegou Roberto Frizzo, vice-presidente do clube alviverde. Assim, o Palmeiras mantém a vantagem que conquistou na primeira fase ao se classificar como vice-líder (o Corinthians foi o terceiro). Os alvinegros terão direito a apenas 2,2 mil ingressos e ficarão no setor de visitantes. A carga corresponde a pouco mais de 5% do total. O Corinthians gostou do acordo. Pedimos ao Palmeiras e ao Ministério Público para ficarmos com o tobogã, mas não foi possível. Vamos em menor número, mas vamos fortes para o jogo. O Corinthians ficou satisfeito com a decisão, disse Duílio Monteiro Alves, diretor adjunto de futebol alvinegro. Os rivais e adversários do próximo domingo evitaram falar sobre o Morumbi. Como o São Paulo é adversário político da dupla, a maior capacidade do estádio tricolor foi ignorada. Proporcionar receita aos são-paulinos está fora de cogitação para alviverdes e alvinegros.