NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ESPORTES
Segunda-feira, 04 de Junho de 2007, 18h:56

COPA DE 2014

Pagot diz acreditar que Cuiabá será uma das subsedes

JONAS JOZINO
Da Editoria
Ganhar um das subsedes da Copa do Mundo de 2014 virou prioridade para o governo de Mato Grosso, principalmente depois do sucesso da inauguração do ginásio poliesportivo Aecim Tocantins, que contou com casa cheia para ver os jogos da seleção brasileira de vôlei, hexacampeã da Liga Mundial e favorita à medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro que começam em julho. Ontem o homem forte do governador Blairo Maggi, o ex-secretário de Educação Luiz Antônio Pagot voltou a se reunir com a classe empresarial e desportistas para traçar planos visando conseguir incluir Cuiabá como uma das subsedes. Na semana passada, Mato Grosso entregou na CBF o Caderno de Encargos confirmando que é candidato e prevendo um gasto de R$ 1 bilhão para a construção de um novo estádio com capacidade para 45 mil pessoas sentadas, quatro campos de treinamentos e uma infra-estrutura de primeiro mundo com avenidas largas e melhoria em hotelaria, restaurantes e pontos de lazer. No encontro que teve com a classe empresarial, Luiz Antônio Pagot disse que os dirigentes da CBF ficaram encantados com as propostas apresentadas para que Cuiabá seja uma das subsedes. Ressaltou que o ponto forte da capital mato-grossense nesta disputa está na diversidade de suas atrações turísticas, sendo a porta de entrada para o pantanal, para a Amazônia, o cerrado e as belezas naturais de Chapada dos Guimarães. Pagot reconheceu que o ponto fraco está exatamente no fato de Mato Grosso não ter nenhum representante na primeira divisão do futebol brasileiro. Mas ele acredita que até 2010 isso será resolvidos. “Vamos fazer um planejamento para que possamos ter clubes fortes, estruturados e que possam subir de divisões. Já demos um primeiro passo com a Copa Governador. Vamos agora partir para novos projetos”, salienta. O ex-secretário de Educação aproveitou para apresentar um vídeo de sete minutos – o mesmo que foi exibido na CBF – mostrando tudo do que o comitê que trabalhou no Caderno de Encargos da Fifa preparou para colocar Cuiabá em evidência na disputa e para pedir o apoio da classe empresarial na viabilização de recursos para a construção da obra. Para o empresário Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, o caminho é longo, mas vale a pena. “É importante participar de eventos como uma Copa do Mundo. Temos condições de colocar Mato Grosso no cenário mundial e aumentar ainda o nosso potencial turístico”, ressaltou. Luiz Antônio Pagot não vê problemas em Mato Grosso disputar o direito de ter jogos da Copa de 2014 com outras 20 cidades brasileiras. “A disputa é salutar. Mostrando o nosso potencial, a capacidade de recebermos turistas, o se que pretende fazer... Sei que os investimentos são significativos, mas com o apoio da classe empresarial vamos alcançar todos os nossos objetivos”, completou. Pagot lembrou ainda que Mato Grosso não perde para nenhuma outra cidade no quesito estádio. “O Brasil não tem nenhum estádio em condições de abrigar jogos da Copa do Mundo. Nós também não temos. Mas em compensações levamos para a Fifa a idéia de construir um estádio moderno. Isso nos dá a certeza de que podemos vencer esta disputa”, acredita. Lembrando que além de um novo estádio que poderá ser construído onde hoje está o Verdão, o projeto prevê ainda a construção de quatro campos de treinamentos para as seleções. Luiz Antônio Pagot aproveitou para reforçar junto à classe empresarial para que aja união neste projeto. Segundo ele, a ajuda financeira será essencial não apenas para garantir Cuiabá como um das subsedes, como também para dar à capital ares de primeira mundo com a melhoria da qualidade de vida de sua população.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL