ESPORTES
Segunda-feira, 08 de Junho de 2015, 21h:08
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PALMEIRAS
Oswaldo entra na corda bamba
A diretoria do Palmeiras não tem mais certeza de manter Oswaldo de Oliveira no comando da equipe. Apesar do discurso recente de continuidade para o comandante, a derrota por 2 a 1 para o Figueirense fez o treinador voltar a sofrer uma forte pressão nos bastidores do clube, que coloca seu cargo em risco até mesmo para esta semana. A cúpula alviverde avalia agora se vale a pena segurar o treinador até o jogo contra o Fluminense, no domingo, no Palestra Itália. Depois da derrota no estádio Orlando Scarpelli, o técnico falou em falta de criatividade da imprensa ao ser abordado novamente sobre a pressão. Porém, o resultado voltou a gerar desconfiança sobre seu futuro. Ontem, o treinador não retornou com o elenco de Florianópolis para São Paulo, pois concedeu folga geral ao grupo e seguiu para o Rio de Janeiro, onde tem casa. Com isso, Oswaldo de Oliveira só estará de volta na Academia de Futebol hoje, quando está marcada a reapresentação dos atletas e pode ser decisiva para seu futuro. Com apenas uma vitória neste Campeonato Brasileiro, contra o Corinthians, em Itaquera, o Palmeiras passa por situação desconfortável depois de seis rodadas, pois aparece na 15ª posição, com seis pontos, somente dois a mais do que o primeiro time na área da degola, que é o Flamengo. Como recebeu mais de 20 reforços para a temporada, o treinador vem dizendo que o time ainda está se ajustando e apresentando evolução, apesar da instabilidade. Em caso de saída de Oswaldo de Oliveira, quem está no mercado é o ex-cruzeirense Marcelo Oliveira, que trabalhou com o diretor palmeirense Alexandre Mattos na Raposa e ganharia força nos bastidores do Palestra Itália. Pressão normal - A derrota por 2 a 1 para o Figueirense fez o trabalho de Oswaldo de Oliveira no Palmeiras voltar a ser questionado. Um dos líderes do elenco, o goleiro Fernando Prass encara com naturalidade a pressão sofrida pelo treinador, mas lembra que o grupo também sofre com as cobranças. Pressão é normal também em cima do treinador pela expectativa muito grande que se criou em relação ao Palmeiras. Enquanto a gente não corresponder, todo mundo vai ser cobrado, inclusive o treinador, declarou o goleiro, na volta à capital paulista no fim da manhã de ontem. Apesar do vice-campeonato paulista, o Palmeiras sofre a pressão do mau desempenho no Brasileirão. O clube passou as três primeiras rodadas sem vencer e ganhou confiança ao derrotar o Corinthians em Itaquera, mas, em seguida, caiu novamente de rendimento, acumulando empate contra o Internacional e derrota para o Figueirense. Com apenas seis pontos no Nacional, o clube aparece na 15ª colocação, já próximo da zona de rebaixamento. Os números colocam um peso a mais nas costas de Oswaldo de Oliveira, mas Prass lembra que a responsabilidade de resolver em campo é dos atletas. Temos de tentar executar da melhor forma possível o que ele planejar para o jogo. Independentemente de esquema tático, pode ter um ou outro que se adeque melhor em cada jogo, o que importa é o rendimento dos jogadores, ponderou. O goleiro ainda alegou que a instabilidade no Brasileirão não é exclusiva do Verdão. O campeonato é complicado. Não é só o Palmeiras que está passando por isso, várias equipes passam por inconstância. Agora, temos de evoluir como equipe, melhorar e ter menos oscilação, completou.