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Sexta-feira, 03 de Julho de 2015, 20h:09

SÃO PAULO

Osorio entende crise, mas fica na bronca com desmanche

Na coletiva de ontem, que antecede seu retorno ao banco de reservas, já que cumpriu suspensão na derrota para o Atlético-PR no meio de semana, Juan Carlos Osorio voltou a falar sobre o desmanche ao qual o elenco tricolor vem sendo submetido para aliviar as dívidas. Sem dar garantias sobre a manutenção do grupo atual, o treinador disse não ter sido comunicado sobre a necessidade de vender tantos jogadores. Depois das saídas de Paulo Miranda, Denílson, Rodrigo Caio e Souza – as duas últimas ainda não foram oficializadas -, Osorio ainda não tem garantia alguma sobre o grupo que vai ter a disposição para trabalhar na sequência do ano. “Não me garantiram que vai sair mais alguém, mas tampouco me falaram que três da mesma posição iriam sair. Não me enganaram, mas não me falaram da necessidade de abrir mão de tantos jogadores”, esclareceu. No entanto, o treinador não parece estar de mãos atadas frente à diretoria. Mesmo após as declarações do presidente Carlos Miguel Aidar de que o Tricolor não busca mais reforços, Osorio admite que dará prosseguimento às análises visando fortalecer o elenco. “Entendo a situação econômica do clube, mas também acho que nossa maior responsabilidade com o elenco e com a torcida é de fortalecer o time. Continuaremos sugerindo reforços, se vão se concretizar ou não, eu não sei”, declarou. Defendendo que os atrasos no pagamento – mesmo que dos direitos de imagem – influenciam na postura do grupo, já que os atletas nada mais são do que trabalhadores que precisam receber pelo serviço prestado, Osorio se une a Rogério Ceni na sede por títulos que, segundo o colombiano, tem mais importância do que o dinheiro. Na saída de campo após a derrota para o Furacão, Ceni protestou contra o desmanche e disse que “quer ser campeão”. Para o colombiano, essa não é só a última oportunidade de Ceni, que tem aposentadoria planejada para o fim do ano, como dele também. Ciente de que futebol é feito de resultado, como ele mesmo diz, Osorio não pensa em uma demissão precoce apesar do jejum de vitórias, que já dura três jogos. “Não passou pela minha cabeça em nenhum momento. Queremos ficar aqui no futebol brasileiro e estamos muito orgulhosos de fazer parte disso. Temos confiança absoluta que podemos reverter a situação para o time voltar a ganhar”, finalizou.

Edição EDIÇÃO 16964




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