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Terça-feira, 09 de Junho de 2015, 20h:02

Nobre diz que resultados derrubaram Oswaldo

Paulo Nobre foi até a sala de imprensa da Academia de Futebol ontem, horas depois de demitir Oswaldo de Oliveira, e saiu de lá sem dar grandes explicações sobre os rumos que o Palmeiras pretende tomar daqui para a frente. Em uma entrevista que lembrou muito aquelas em que anunciou as demissões de Gilson Kleina, Ricardo Gareca e Dorival Júnior, o presidente abusou das frases feitas para não dar nenhuma pista sobre quem será o próximo técnico - embora já tenha até feito proposta a Marcelo Oliveira, ex-Cruzeiro. “Nós, da cúpula do futebol, chegamos à conclusão de que os resultados estavam se afastando muito dos objetivos traçados e era melhor fazer a troca no comando. O Palmeiras passa ser dirigido interinamente pelo (Alberto) Valentim. O Valentim vai comandar a equipe domingo, contra o Fluminense, e posso dizer que todo técnico disponível no mercado hoje é um candidato a ser técnico do Palmeiras”, disse Nobre. “O fim do ciclo do Oswaldo no Palmeiras não teve absolutamente nada a ver com bons técnicos estarem disponíveis. Foi uma decisão interna, entendemos que estávamos nos afastando mais dos resultados que imaginávamos.” O presidente voltou a se dizer contrário às constantes trocas de comando e recorreu a uma velha frase para explicar porque o clube terá, nos próximos dias, o quinto treinador em sua gestão, que começou no início de 2013. “Troca de comando no futebol não é uma coisa positiva, é uma coisa que deve ser evitada. Porém, essa diretoria se pauta pela ação, nunca pela omissão. A gente pode errar agindo, e não sendo omisso”. A derrota por 2 a 1 para o Figueirense, domingo, em Florianópolis, acabou sendo a gota d'água para a diretoria. O curioso é que, na quinta-feira, logo após o empate por 1 a 1 com o Internacional, no Allianz Parque, o diretor de futebol Alexandre Mattos disse que "se não tivesse certeza sobre Oswaldo, ele não estaria aqui. Não é nem 100%, é 1000%". “Se não me engano, a pergunta era se o Alexandre confiava no Oswaldo. Ele falou que confiava 1000%. Não acredito que o Mattos tenha mudado de opinião em relação à confiança. Não é falta de confiança no Oswaldo, e sim o distanciamento dos objetivos traçados para o ano”.

Edição EDIÇÃO 16967




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