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Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:05

SÃO PAULO

Muricy lamenta não repetir escalação

ALFREDO LUIZ FILHO
Da Agência Estado – São Paulo
Só uma coisa preocupa o técnico Muricy Ramalho na arrancada do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Há quatro rodadas, ele não consegue repetir a mesma escalação de uma partida para a outra. Sempre aparece algum problema para atormentar a vida do treinador: jogador na seleção, expulsões, suspensões por excesso de cartões amarelos e contusões. E amanhã à noite, contra o Figueirense, em Florianópolis, não será diferente. No clássico contra o Santos, no último domingo, Muricy perdeu o meia Hugo (expulso) e o zagueiro André Dias (suspenso pelo terceiro cartão amarelo). Por isso, terá novamente que mexer na equipe, justamente quando o São Paulo deu mostras de que estava engrenando. Na defesa, o escolhido deve ser Edcarlos. Mas no meio, o treinador tem Souza, Leandro e Lenilson como opções para o jogo de Florianópolis. "O ideal seria manter o time, mas isso faz parte do futebol. Toda hora vai ter jogador entrando na equipe. Em um campeonato longo como é o Brasileiro é assim mesmo. Toda rodada vai ter time perdendo jogador", disse Muricy. A última vez em que o São Paulo conseguiu repetir a mesma formação foi logo no início do campeonato. Ou melhor, nas três primeiras rodadas do Brasileirão, quando se falou muito do "time do presidente" - por conta de uma suposta ordem de Juvenal Juvêncio sobre como escalar a equipe titular. Depois disso, Muricy sempre teve que alterar alguma posição. Primeiro, o São Paulo perdeu o zagueiro Alex Silva e o volante Josué para dois amistosos da seleção brasileira na Europa. Também promoveu o retorno de jogadores que haviam saído após a eliminação na Libertadores. Em seguida, apareceu a contusão do volante Fredson, as idas dos selecionáveis para a Copa América e suspensões por excesso de cartões ou expulsões. Mesmo com tantas mudanças seguidas, o São Paulo conseguiu atravessar a má fase e já é o terceiro colocado do Brasileirão, com 13 pontos conquistados. "Quando uma formação funciona, o treinador não pode mexer muito porque acaba atrapalhando. Quanto menos mexer, melhor. Só que com a saída de dois jogadores, você acaba perdendo no entrosamento, que estava ficando bom", lamentou Muricy. Contra o Figueirense, no entanto, Muricy ainda terá problemas para formar o banco de reservas, já que alguns suplentes e boa parte da garotada da base viajaram para o amistoso que acontecerá no dia 1º de julho, em Hong Kong, contra o Bayern de Munique. Reforços - O bom desempenho de Hernanes e Richarlyson como volantes não é suficiente para o técnico Muricy Ramalho desistir da contratação de um especialista para a marcação. "E quando eles se machucarem ou estiverem suspensos, quem vai jogar? Eu?", disse o técnico do São Paulo, ontem, quando questionado sobre o assunto. Com a contusão de Fredson e a convocação de Josué para a Copa América, o São Paulo ficou sem volantes no elenco. A opção de Muricy foi improvisar os meias Hernanes e Richarlyson na posição A tática deu certo nos jogos contra Vasco e Santos (o São Paulo bateu ambos por 2 a 0) e a receita será repetida na partida de quinta-feira, contra o Figueirense, em Florianópolis. "Mas ainda estamos tentando contratar alguém", entregou Muricy. "Está difícil, o mercado está complicado." Eduardo Costa, um dos atletas indicados por Muricy, que chegou a ser sondado pelo São Paulo. Mas o volante, atualmente no Espanyol (ESP), está mais perto de voltar ao Grêmio.

Edição EDIÇÃO 16966




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