Após Camarões e Gana, mais uma seleção africana se rebelou por questões financeiras nesta Copa do Mundo. Os jogadores da Nigéria boicotaram o treino marcado para quinta-feira no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (a 93 km de SP), e ameaçaram não embarcar ontem para Brasília. Após um empate por 0 a 0 com o Irã, uma vitória por 1 a 0 contra a Bósnia e uma derrota por 3 a 2 para a Argentina, eles se classificaram em segundo lugar no grupo F e vão enfrentar a França na segunda-feira. Segundo a imprensa nigeriana, o problema só foi resolvido após o presidente do país, Goodluck Jonathas, garantir o pagamento aos jogadores. Eles temiam ter problemas com o pagamento pela participação na Copa do Mundo, como ocorreu em 2010. Apesar da ameaça de greve, o técnico Stephen Keshi minimizou a questão. "Nenhum problema", se limitou a dizer na saída dos jogadores do hotel. Adeus a Campinas - Os nigerianos não voltarão ao interior de São Paulo mesmo em caso de classificação. Apesar de jogar contra a França apenas na segunda, eles embarcaram ontem para Brasília e, em caso de vitória, vão rumar direto para o Rio de Janeiro, local da partida das quartas de final. A delegação nigeriana inclusive já fez check-out do hotel onde está hospedada em Campinas, e diversas pessoas foram se despedir da seleção, inclusive dezenas de nigerianos que moram no Brasil. Como nos outros dias, os jogadores foram bastante atenciosos e pararam para tirar fotos e distribuir autógrafos em camisetas e álbuns de figurinhas.