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Sexta-feira, 05 de Julho de 2013, 21h:00

SÃO PAULO

Mau desempenho provoca queda de Ney

Após pressão e resultados ruins, diretoria anuncia a demissão do técnico Ney Franco. Muricy Ramalho passa a ser alvo para o comando técnico

Ney Franco não é mais técnico do São Paulo. Na tarde de ontem, a diretoria comunicou o treinador da saída. Exatamente no dia que completaria um ano no Morumbi, o técnico deixa o clube após 79 jogos - foram 41 vitórias, 22 derrotas e 16 empates. O aproveitamento é de 58,6%. Os fracassos recentes e as críticas por parte da torcida tricolor fizeram com que os dirigentes tomassem a atitude. O auxiliar-técnico Milton Cruz comanda o São Paulo no clássico de amanhã, diante do Santos, às 15h, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. A pressão da maior parte da diretoria sobre o presidente Juvenal Juvêncio pela demissão do treinador existia desde a má campanha na fase de grupos da Libertadores. A derrota para o Corinthians no primeiro jogo da Recopa Sul-Americana, no Morumbi, e as declarações de Ney Franco após a partida, ao partilhar a culpa do fracasso com os atletas, tornaram a manutenção insustentável. Contratado em julho de 2012, o treinador assumiu a equipe após a demissão de Emerson Leão. Ney implementou na equipe o sistema 4-2-3-1, com Lucas e Osvaldo pelas pontas e Luis Fabiano centralizado. O esquema levou o time ao título inédito da Copa Sul-Americana e à melhor campanha no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Na temporada passada, o comandante deixou rusgas no elenco, principalmente por conta da forma de trabalho, distante dos jogadores no dia a dia de treinos. Contra a LDU de Loja (ECU), pelas oitavas de final do torneio internacional, o goleiro Rogério Ceni e o técnico discutiram em razão de uma alteração. Já nessa temporada, com a negociação do meia-atacante Lucas ao Paris Saint-Germain (FRA), o treinador encontrou dificuldades para manter o esquema e o bom rendimento da equipe em campo. Ney também teve problemas com Paulo Henrique Ganso e Lúcio, dois ícones da equipe. O primeiro ficou irritado com a substituição no clássico diante do Palmeiras, no Campeonato Estadual. Já o zagueiro pentacampeão reclamou após alteração no jogo diante do Arsenal de Sarandí (ARG), na quarta rodada do Grupo 3 da Copa Libertadores, e foi ao ônibus antes de todos os companheiros. Com aval do diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, o treinador foi mantido após as eliminações no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores. Contudo, na quarta rodada do Brasileirão, a equipe foi desbancada pelo Goiás, em casa. A torcida fez pressão e entoou vaias e cânticos em referência ao Muricy Ramalho. No último jogo, derrota por 2 a 1 para o Corinthians, no Morumbi, em partida válida pela Recopa Sul-Americana. As declarações pós-jogo irritaram a cúpula são-paulina, que pediram a demissão imediata. Ontem, o treinador se despediu dos jogadores e deixou o clube. Muricy é favorito - Se depender da vontade do presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo não ficará muito tempo sem treinador. E nome de maior desejo da diretoria é Muricy Ramalho, desempregado desde que deixou o Santos. Caso as conversas iniciais com o comandante não avancem, o nome de Dorival Junior aparece como 'plano B'. "A partir do comunicado da saída do Ney, pensamos nos substitutos. É natural do processo. Não temos definição de A ou B. Mas resolvemos já avisar o Ney sobre o desligamento. Foi um acordo amigável, sem atrito, sem acirramentos. Não temos conversas ainda, mas a partir desse instante, já pensamos no nosso técnico", disse o presidente. O nome de Vanderlei Luxemburgo é descartado desde já. Para Juvenal, o técnico não combina com o perfil do São Paulo, e, por isso, não existe a menor possibilidade de haver qualquer conversa. "Não sei se é o São Paulo ou ele que está errado, mas a combinação não daria certo. Ele é descartado".

Edição EDIÇÃO 16961




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