ESPORTES
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010, 21h:06
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ARGENTINA
Mascherano lidera argentinos em campo
O volante, que já foi um dos astros do Corinthians tem o apoio do comandante Maradona para dar as cartas em campo durante os jogos
WILSON BALDINI JR.
Da Agência Estado - Pretória, África do Sul
Javier Alejandro Mascherano tem 26 anos e mede 1,74 metro. Mas quando está em campo com a camisa da seleção argentina se transforma em um gigante. A ponto de Diego Maradona não ter dúvidas de colocar a braçadeira de capitão no 'Jefecito' (chefinho em português), apelido ganho quando ainda atuava pelo River Plate, herança de seu mentor Leonardo Astrada, "El Jefe" como é conhecido. "Javier é o jogador que mais se assemelha comigo. Possui um grau muito elevado de liderança sobre o elenco", afirma constantemente "El Diez". Amanhã, diante do México, em Johannesburgo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul, Mascherano volta ao time após ficar fora do duelo com a equipe da Grécia. Motivo: ele estava "pendurado" com um cartão amarelo. "Não posso me dar ao luxo de perder um jogador como ele. Sua presença em campo me garante que muito do que falamos nos treinos e concentração será feito", disse o técnico Maradona, sem esconder o orgulho por seu atleta. Articulado e inteligente, Mascherano, que já atuou 60 vezes pela Argentina e disputou o Mundial da Alemanha, em 2006, assume tranquilamente o papel de representante do treinador dentro de campo. Nos treinamentos nos campos da Universidade de Pretória é normal vê-lo orientar os companheiros sob o olhar de Maradona. "Entramos em um momento do Mundial em que é preciso manter a concentração a todo instante. Não podemos entrar na euforia da torcida. Sabemos que os argentinos nos levam do céu ao inferno em segundos. É preciso jogar um balde de água fria em todos e seguir buscando nossos objetivos passo a passo", disse o ex-corintiano. Mascherano, jogador do Liverpool desde 2007, sabe como poucos tirar parte da responsabilidade atirada sobre as costas de Lionel Messi. "O futebol segue cada vez mais para uma disputa tática. Não se pode esperar que o craque faça a diferença em todos os jogos. Você precisa ter um esquema bem definido para que não seja surpreendido", avaliou. O atleta argentino não se mostrou satisfeito com o desempenho do time nos três primeiros jogos da primeira fase. "Sei que jamais chegaremos à perfeição, apesar de a procurarmos sempre, mas não podemos ter momentos ruins, ficarmos sem a bola por 15 ou 20 minutos em uma partida decisiva." Ele se referia principalmente aos jogos contra Coreia do Sul e Grécia. Sobre o favoritismo argentino para a conquista da Copa do Mundo que aumenta a cada vitória, Mascherano prefere manter a calma. "Existem outras seleções mais favoritas que a nossa. Estamos atrás deste sonho como qualquer outra equipe", complementou. DE VOLTA - O zagueiro Walter Samuel se recuperou de uma lesão e deve reforçar a defesa da Argentina contra o México pelas oitavas de final do Mundial. "Todos os jogadores estão à disposição da comissão técnica", disse, nesta sexta-feira, Donato Villani, médico da seleção, sem dar outros detalhes. Essa afirmação significa que o zagueiro da Inter de Milão foi liberado após se recuperar de uma contratura muscular sofrida durante a vitória da Argentina por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Samuel foi substituído aos 22 minutos do primeiro tempo por Nicolás Burdisso, que foi titular na vitória por 2 a 0 sobre a Grécia. Durante os últimos dias, o zagueiro fez trabalhos em separado enquanto realizava tratamento intensivo para se recuperar da lesão. Com Samuel liberado, a definição de seu retorno ao time titular depende do técnico Diego Maradona, que pode preservá-lo para a sequência da Copa do Mundo, caso a Argentina consiga eliminar o México.