ESPORTES
Sexta-feira, 16 de Março de 2012, 20h:48
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Leão esquece as vitórias e cobra empenho no clássico
O bom momento do São Paulo no ano, com cinco vitórias seguidas, algo que não acontecia desde as primeiras cinco rodadas do Campeonato Brasileiro do ano passado, contrasta com o desempenho ruim do time nos clássicos são só duas vitórias nos últimos 12 duelos com os principais rivais. Mas nada que uma grande atuação e uma vitória convincente sobre o Santos, no domingo, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista, não resolva. A intenção é ganhar de vez o torcedor. E, para ajudar, será o terceiro jogo seguido do Tricolor diante da sua torcida, algo que agrada ao técnico Emerson Leão. Vejo como ponto positivo e necessário. Todo time que consegue encaixar bons resultados perante o seu torcedor tem retorno positivo. A torcida é reflexo do que o time faz em campo. Jogamos com um time inferior, mas fica o resultado que fizemos. Fizemos mal lá, no Pará, e bem aqui, por isso que a torcida gostou, afirmou o treinador, ao se referir às vitórias por 1 a 0 e 4 a 0 sobre o Independente, do Pará, pela Copa do Brasil. Será o primeiro clássico do ano do São Paulo diante do seu torcedor, já que atuou como visitante contra Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu e em Presidente Prudente, respectivamente. O clássico tem uma coisa boa: vai levar um monte de gente ao Morumbi. Espero que o torcedor realmente possa comparecer e mostrar que o São Paulo pode e deve lotar estádio, disse o treinador tricolor. Voltou a treinar - Rogério Ceni só deve voltar a ficar à disposição no final de julho, mas o goleiro, menos de dois meses depois de passar por cirurgia no ombro direito, já intensifica principalmente sua preparação física, visando o retorno aos campos. Ontem, o goleiro já praticou até defesas, com os pés, e exercícios de sua posição. No menor campo do CT da Barra Funda, o camisa 01 apareceu no treinamento de goleiros e virou o grande foco da atividade específica. Primeiro, colocou-se de pé sob uma meta de tamanho menor e passou a ir de um canto a outro para defender com os pés os chutes rasteiros de Denis, Léo, Leonardo e o preparador Haroldo Lamounier. Pouco depois, a pedido de Leão, Denis e Léo foram para um dos campos maiores do centro de treinamento para participar do treino de finalizações com os atletas de linha. Rogério Ceni, então, contou com a ajuda de Leonardo, o quarto goleiro, e Haroldo para sair de um cone e praticar agilidade entre outros dois obstáculos, posicionados como se fossem traves. O ídolo do Tricolor ainda deu piques antes de retornar ao campo menor para exercitar mais a sua pontaria. Primeiro, Haroldo espalhou cones para que o goleiro, correndo, os acertasses com chutes. Depois, colocou quatro obstáculos na meta, com a mesma ordem de o jogador finalizar derrubando-os. Apesar do avanço já na semana seguinte à que tirou a tipoia do braço direito, Rogério Ceni avisou que ainda sente dores no ombro direito e o departamento médico insiste que, independentemente do esforço do atleta, não será possível ele retornar antes do fim de julho, seis meses depois da intervenção cirúrgica. Emerson Leão também mantém um discurso cauteloso. Um atacante pode retornar jogando 30, 40, 70 minutos e vai adquirindo uma embocadura maior. Já o goleiro é instrumento de precisão, não pode errar, por isso só entra definitivamente liberado em todos os aspectos. E quando o titular permitir, avisou.