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ESPORTES
Terça-feira, 06 de Julho de 2010, 21h:20

Klose e Villa prometem um duelo particular

ALMIR LEITE E DANIEL AKSTEIN BATISTA
Da Agência Estado - Durban, África do Sul
Se depender de dois jogadores, não vão faltar gols hoje em Durban. Juntos, Klose e Villa já balançaram as redes nove vezes na África do Sul. Entusiasmos pelas campanhas de Alemanha e Espanha, respectivamente, eles estão perto de atingir novas marcas neste Mundial. Um atleta em especial está de olho em Klose - e torcendo contra: Ronaldo. O atacante brasileiro detém o recorde de goleador em Mundiais e, com 15, está apenas um na frente do atleta do Bayern de Munique, que ainda tem outros dois jogos para fazer. "Espero que o Ronaldo não tenha medo de mim. Conversamos na final do Mundial de 2002 e então eu não pensava que fosse me encontrar nessa situação (de bater o recorde)", contou Klose. Se depender do retrospecto, o Fenômeno pode começar a se preocupar em ver sua marca ficando pra trás. Miroslav Klose, 32 anos, dificilmente passa em branco. Nas duas Copas anteriores, marcou 10 gols - cinco em 2002, dobrando o número em 2006, na competição em seu país. País de seleção porque o atacante nasceu em Opole, na Polônia - seu pai tem ascendência alemã - e depois conseguiu a cidadania alemã. O atleta já tem números próprios na história da Copa. Ninguém, a não ser ele, marcou cinco gols de cabeça em apenas uma edição - foi no Mundial de Japão e Coreia, há oito anos. "Continuo com a minha média dos torneios anteriores. Creio que a marca (de Ronaldo) vai ser alcançada", disse o atacante dos 52 gols em 100 jogos pela seleção. Quatro anos e uma Copa a menos, David Villa está mostrando na África do Sul que é o principal nome da Espanha. Cinco gols (dos seis do time) que o colocaram na artilharia da competição e com oito nas duas edições que disputou - fez três em 2006. O reforço do Barcelona busca novas marcas. Com a camisa espanhola, balançou 42 vezes as redes em 63 jogos. Está a apenas dois gols do recorde de Raul, que atuou um "pouquinho" mais, em 102 partidas. "Respeitamos a Alemanha, mas não a tememos", declarou recentemente. "É uma das equipes mais forte da Copa, mas podemos superá-la". Villa foi um dos principais desfalques na decisão da Eurocopa de 2008, vencida pela Espanha justamente contra a Alemanha - machucado, perdeu a última partida. Agora, mais experiente e numa ótima fase, ele estará em campo para, assim espera, cravar sem nome definitivamente nas enciclopédias da seleção - e do Mundial. "Tomara que a quarta-feira seja um grande dia para todo o futebol espanhol, para todo nosso país". Klose afirma que o adversário de hoje será mais perigoso que os últimos dois. "Para mim é bem claro que a Espanha é melhor do que Argentina e Inglaterra. Jogam um futebol extraordinário, mas não são invencíveis", apontou. "O Villa é um grande jogador, sempre acompanhei sua trajetória. É muito habilidoso, excelente com a perna esquerda e com a direita e tem muita qualidade". O espanhol agradece o elogio, faz o mesmo com o adversário, mas ressalta: "Não será um duelo meu com o Klose, tem outros jogadores de nível nas equipes".

Edição EDIÇÃO 16960




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