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Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009, 20h:17

SANTOS

Kléber Pereira lamenta tantas bolas na trave

SANCHES FILHO
Da Agência Estado – Santos, SP
O Santos ainda reclama da falta de sorte e supostos erros de arbitragem - Paulo César de Oliveira teria deixado de marcar um pênalti em Bolaños, segundo o técnico Márcio Fernandes -, na derrota por 2 a 0 contra o Ituano, no domingo passado, em Itu, mas ninguém tem mais razão para lamentar do que Kléber Pereira. Das seis vezes em que o Santos mandou a bola na trave, quatro foram em finalizações deles - Madson e Roni completaram. "Foi inacreditável. Nunca vi nada igual na minha vida", desabafou o atacante santista. Ele se nega a pronunciar a palavra azar. "É um termo pesado demais. Acho que faltou sorte", admitiu. "Se tivesse entrado pelo menos duas das quatro bolas que mandei na trave, ficaria mais perto da artilharia". Ele continua com três gols, enquanto Pedrão, do Barueri, já soma seis, e Lenny, do Palmeiras, tem quatro. Das suas quatro finalizações nas traves do Ituano, a que Kleber Pereira mais se queixa de a bola não ter entrado é da terceira. "Eu já estava até saindo para comemorar, mas a bola bateu na trave e voltou na minha direção. Pena que veio forte demais e não deu para aproveitar o rebote". O centroavante conta que até o goleiro rival Alexandre Fávaro ficou impressionado. "Depois da última vez que chutei na trave, ele veio falar comigo e disse que aquilo que estava acontecendo era inédito". Kléber Pereira disse que depois do jogo, nos vestiários do estádio Novelli Junior, os jogadores tentavam lembrar de partidas com tantas finalizações nas traves. "Parece que houve um jogo que teve quatro bolas na trave. O que mais falaram é que o mais parecido foi aquela seqüência em que Ronaldinho Gaúcho chutava a bola no travessão, de propósito". Apesar do dia negativo que teve em Itu, Kléber Pereira avisou que vai brigar pela artilharia do Campeonato Paulista até o fim. "Minha mãe sempre me disse que quando se quer uma coisa, tem que ir atrás até o fim. Muitos jogadores podem ser o artilheiro. Pedrão, do Barueri, Washington, Keirrison e até Ronaldo, que ainda nem jogou, tem chance", afirmou. "Se todas vezes que chutei no gol contra o Ituano a bola tivesse entrado, estaria isolado na frente, com sete gols", acrescentou. Mudanças - Vai restar apenas Luizinho na lateral direita, com recomendação para voltar e ajudar na marcação. Depois de perder cinco pontos em dois jogos, num intervalo de quatro dias, caindo do segundo para o sétimo lugar na classificação do Campeonato Paulista, o Santos vai mudar quase a defesa inteira para enfrentar o São Caetano, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro. O técnico Márcio Fernandes quer usar o jogo do meio da semana para tentar voltar ao G-4 com uma vitória e para recuperar a confiança do time visando ao clássico contra o Palmeiras, a única equipe com 100% de aproveitamento até o momento, no domingo, no Palestra Itália, em São Paulo. Domingos, que não sente mais o corte na canela direita, e Fabiano Eller, depois de quase três meses de ausência - contundiu-se no Brasileirão do ano passado contra o Vasco - vão formar a dupla de zagueiros, substituindo Fabão e Adaílton. E a maior novidade: o ídolo Léo, bicampeão nacional pelo clube - 2002/2004 - reestreia na lateral esquerda. Léo assinou contrato no último dia 21 e foi apresentado no dia seguinte, pouco antes do jogo entre Santos e Guaratinguetá, na Vila Belmiro. Antes tinha treinado em dois períodos. Na coletiva à imprensa, disse que estava sem jogar desde novembro, em razão dos problemas de saúde com seus pais, mas que se sentia bem e, como não tem tendência a engordar, estaria pronto para atuar dentro de 10 ou 15 dias.

Edição EDIÇÃO 16961




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