ESPORTES
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 21h:22
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Jogadores chegam a Durban sob forte esquema de segurança
MARCIUS AZEVEDO E SÍLVIO BARSETTI
Da Agência Estado - Durban, África do Sul
Uma operação que mobilizou cerca de 120 policiais, com interdição de ruas e cordões de isolamento, mudou a rotina do bairro de Umhlanga, em Durban, ontem, para receber a seleção brasileira, que enfrenta Portugal amanhã, na cidade litorânea da África do Sul. Os jogadores chegaram ao Protea Hotel Umhlanga Ridge às 22h15 (hora local - 16h15 de Mato Grosso), desceram do ônibus rapidamente e nem sequer acenaram para um grupo de 150 torcedores que, à distância, gritavam pelo nome de cada um deles. Kaká foi a exceção. Olhou para o lado e agradeceu a manifestação de apoio. O entorno do hotel estava totalmente tomado por carros de polícia, com as sirenes ligadas, o que poderia sugerir a realização de algum encontro entre chefes de Estado. Aos poucos, os jogadores saíam do veículo, a maioria com fone de ouvido, e subiam alguns degraus para chegar ao lobby do hotel. Uma moradora do bairro, minutos antes, discutiu com policiais por que foi impedida de atravessar a rua com um lanche que levava para casa. Ao lado do hotel, curiosos tentavam identificar das janelas de prédios quem eram os personagens daquela noite agitada e atípica de Umhlanga. Enquanto a seleção não chegava, um grupo de 17 brasileiros conversava do outro lado da rua. Todos moram em Angola e assistiram aos dois primeiros jogos da Copa do Mundo. Queriam saber mais sobre o time e acreditavam ser possível conseguir uma foto com Kaká. Vão nesta sexta para o estádio Moses Mabhida ver o confronto contra Portugal. A alegria de participar do evento contrastava com uma decepção: alguns que não tinham ingresso para a estreia do Brasil, contra a Coreia do Norte, tiveram de recorrer a cambistas. Os contraventores cobravam 800 dólares por um bilhete. "Para o jogo com Portugal, dois colegas não têm a entrada ainda. Já ouvimos dizer que estão pedindo 1.200 dólares por ingresso", contou Carla Rocha, nascida no Recife e que vive atualmente em Luanda.