DANIEL AKSTEIN BATISTA E PAULO GALDIERI
Da Agência Estado - São Paulo, SP
A situação no Palmeiras está tão feia e vergonhosa, após a derrota de 2 a 1 para o líder Fluminense, no último domingo, em Barueri, que até os dirigentes preferiram adotar o silêncio ontem. "Estamos numa crise e é melhor não falar nada", declarou um dos membros do Conselho Gestor. Alguns jogadores entraram em campo contrariados na Arena Barueri - eles já queriam estar em férias. Felipão, no entanto, colocou a maioria dos titulares para atuar, mas definiu que amanhã vai divulgar os nomes dos atletas que já ganharão o descanso antecipado. Contra o Cruzeiro, que também está na briga do título, o Palmeiras entrará com os reservas. Mas o jogo é que o menos importa - direção e comissão técnica estão preocupados com 2011. Felipão diz que não há lista de dispensas, mas avisa que qualquer jogador é negociável: basta chegar uma boa proposta para a negociação acontecer. O clube já vai começar nesta terça a avaliação médica do elenco. "É bom porque ganhamos tempo na reapresentação dos jogadores", disse o médico Otávio de Vilhena, lembrando que estes exames normalmente ocorrem em janeiro. INSATISFAÇÃO - Depois de uma troca de farpas entre dirigentes e o atacante Kléber, a diretoria trabalha nos bastidores para acalmar o jogador, que não poupou críticas aos comandantes do Palmeiras. Kléber reclama que muito do que lhe foi prometido não foi cumprido - ele cobra dois meses de direito de imagem atrasados e até um carro, prometido como retribuição pela ação de marketing protagonizada por ele no dia de sua apresentação.