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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008, 21h:49

SALTO TRIPLO

Jadel encara segunda chance para manter a tradição no salto triplo

EDUARDO MALUF E WILSON BALDINI JR.
Da Agência Estado – Pequim, China
Jadel Gregório tem hoje, a partir das 20h25 em Pequim (8h25 de Mato Grosso), a segunda chance de manter a tradição brasileira no salto triplo dos Jogos Olímpicos. Em sua primeira tentativa, em Atenas/2004, o atleta paranaense, um dos grandes favoritos da prova, ficou apenas com o quinto lugar. Mais uma vez apontado como grande candidato a medalha, o atleta diz estar mais preparado desta vez. "Estou mais rápido, mais leve e confiante em conseguir um grande resultado". Jadel tenta ser o quarto brasileiro a subir no pódio na história olímpica do salto triplo. Adhemar Ferreira da Silva foi bicampeão em 1952 e 1956; Nelson Prudêncio foi prata em 1968 e bronze em 1972; e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, ficou em terceiro em 1976 e 1980. Dono da melhor marca entre os triplistas em atividade - saltou 17,90 metros em Belém, ano passado -, Jadel pretende melhorar esta marca em Pequim. O ano não está sendo muito bom para o brasileiro, que com 17,28 metros é superado por sete dos 11 adversários de hoje. Seus principais adversários serão o britânico Phillips Idowu, o português Nelson Évora e o romeno Marian Oprea. Idowu salta com a responsabilidade de ser apontado com o grande nome do atletismo da Grã-Bretanha e um dos únicos candidatos ao ouro. É dele a melhor marca do ano: 17,58 metros. Évora é o atual campeão mundial e já previu que se melhorar sua marca pessoal (17,74) vai ficar com o primeiro lugar. Oprea corre por fora. Já saltou 17,81 metros, mas na atual temporada está empatado com Jadel (17,28 metros). SEM TÉCNICO - Jadel, que iniciou os treinamentos para Pequim com dois treinadores, o britânico Peter Stanley e o brasileiro Pedro de Toledo, não terá a orientação de ninguém durante a prova. Pedrão, após desentendimentos com o atleta na China, retornou ao Brasil. Stanley cuida da preparação da equipe britânica e deve deixar o comando dos treinos do brasileiro após a Olimpíada. "Nenhum técnico tem segredo para passar aos atletas", afirmou Jadel, logo ao desembarcar em Pequim.

Edição EDIÇÃO 16967




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