O meia-atacante Oscar foi ausência na reapresentação do Inter, ontem. Envolvido em um imbróglio jurídico com o São Paulo, ele pediu liberação para ir até a capital paulista. De acordo com os dirigentes gaúchos, a viagem não tem nada a ver com uma possível reapresentação no estádio do Morumbi. Oscar embarcou no começo desta sexta e tem reunião com seus advogados. Ao comunicar o embarque, ele pediu para permanecer em São Paulo no sábado. Sem contrato com o Inter na CBF, o jogador não pode entrar em campo com a camisa vermelha. Mas não cogita voltar aos trabalhos no Tricolor paulista. Enquanto Oscar se encontra com seu estafe e parentes, o Internacional reforça a articulação jurídica para entrar na briga. Antes do treino, o presidente Giovanni Luigi, o diretor-técnico Fernandão e o vice de futebol Luís Anápio Gomes se reuniram com advogados. Existem medidas cabíveis no campo jurídico. Temos chance de êxito, talvez não em curto prazo. Mas temos chance de êxito, disse Anápio. A primeira medida do Inter sobre o caso é centralizar toda a declaração oficial em Luís Anápio Gomes. Giovanni Luigi, desgastado com a novela da reforma do Beira-Rio, ficará afastado de manifestações públicas. Os advogados do colorado acreditam que pode existir uma saída nos direitos trabalistas de Oscar. Com a possiblidade, o jogador conseguiria voltar a ter condições de jogo pelo Internacional. Entretanto, o departamento jurídico do clube de Porto Alegre sabe que a vitória paralela pode não sair rápido. Assim, recomendou a comissão técnica que não utilize Oscar no restante da fase de grupos da Libertadores. Mesmo que se consiga um aval dos tribunais. Para o Inter, a Conmebol poderia interpretar a volta do meia como um novo contrato. Que só é respeitado na Libertadores mediante nova inscrição. E esta só é possível na troca de fases. São Paulo só aguarda - Parte interessada da história, o São Paulo manterá a estratégia de aguardar o meia-atacante Oscar se reapresentar no CT da Barra Funda, mesmo sabendo que esse não é o desejo do jogador. O vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, falou que o Tricolor não irá procurá-lo durante a sua estadia na capital paulista.