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Terça-feira, 19 de Junho de 2007, 19h:51

LIBERTADORES

Grêmio joga com a cabeça no título

Para ser campeã a equipe gremista precisa vencer por uma diferença de quatro gols. O Boca vai a campo precisando do empate

ELDER OGLIARI
Da Agência Estado – Porto Alegre, RS
O Grêmio enfrenta hoje o maior desafio de sua história. O time precisa ganhar do Boca Juniors por quatro gols de diferença, às 20h45, no Estádio Olímpico, para ser campeão da Libertadores pela terceira vez - ou pelo menos por três gols, para levar a decisão à prorrogação e, se for o caso, aos pênaltis. A missão parece impossível, mas ninguém admite jogar só para cumprir tabela. "Aqui ninguém pensa em vice-campeonato", afirmou o técnico Mano Menezes ontem, em concorrida entrevista para cerca de 60 jornalistas do Japão e de diversos países da América Latina. Mano Menezes admite que sua fé é resultado dessa trajetória. "Isso nos leva a crer, como o torcedor, que dá para fazer um grande jogo e reverter a expectativa estabelecida depois dos 3 a 0 que sofremos lá". Como a semana é decisiva, o treinador tratou de esconder todas as pistas sobre sua estratégia. Deu a entender apenas que tratará de anular o craque Riquelme sem recorrer à marcação individual, e pedirá aos jogadores que evitem cometer faltas desnecessárias para não oferecer a jogada de bola parada a um adversário eficiente neste quesito. "Cuidaremos do Boca como um todo", garante. "E seremos mais audaciosos", promete. Mesmo com os despistes, o técnico admitiu que tem planos para todas as situações que o jogo pode impor. A única alteração do time será a substituição do volante Sandro Goiano, suspenso, por Lucas. O ideal é chegar ao final do primeiro tempo com vantagem no placar. Se isso não ocorrer, Mano pode substituir o lateral-direito Patrício pelo atacante Amoroso no segundo tempo. "Estamos preparados para tudo, inclusive para tomar um gol e lembrar que o jogo tem 90 minutos", comentou o treinador, revelando, nas entrelinhas, que o time terá, ao mesmo tempo, de jogar com velocidade, mas pressa e afobação. O discurso dos jogadores é semelhante, tanto quando falam da força que esperam da torcida como da necessidade de superação. "Quem acha que já deu tudo precisa dar mais ainda", recomenda o volante paraguaio Gavilán. "Se jogarmos o que sempre jogamos aqui dá para fazer três e até quatro gols". O animo do meia Tcheco aumentou depois de assistir novamente ao jogo de Buenos Aires. "Deu para ver que o Boca não é tão forte como parece". O zagueiro Teco, encarregado do confronto com o trio formado por Riquelme, Palacio e Palermo, diz que seu setor não pode ficar vulnerável, mas aposta numa blitz para acuar o adversário e conseguir os gols necessários. A receita, afirma, é chutar muitas vezes contra o goleiro Caranta, que era o terceiro goleiro do time argentino há menos de um mês. "Se o goleiro trabalhar muito, a equipe deles pode ficar insegura". MESMO TIME - O técnico do Boca, Miguel Angel Russo, confirmou o time titular com a mesma formação que iniciou o primeiro jogo, embora a imprensa argentina veicule a possibilidade de um equipe mais defensiva. "Vamos respeitar o rival", disse o treinador, num discurso homogêneo com os jogadores. "Ainda não ganhamos nada", avisa o atacante Palermo. GRÊMIO Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavilán, Lucas, Diego Souza e Tcheco; Tuta e Carlos Eduardo. Técnico: Mano Menezes. BOCA JUNIORS Caranta; Ibarra, Díaz, Morel Rodríguez e Clemente Rodríguez; Ledesma, Banega, Néri Cardozo e Riquelme; Palacio e Palermo. Técnico: Miguel Angel Russo. Árbitro - Oscar Ruiz (COL). Horário - 20h45. Local - Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).

Edição EDIÇÃO 16962




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